
Javier Milei publicou 44 conteúdos com ataques ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Morae, desde a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto.
O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou 44 conteúdos com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), desde a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto. O volume de postagens cresceu após a participação do argentino no ato partidário, realizado no último sábado.
A média foi de quase 15 publicações por dia com esse teor. Na semana anterior à convenção, Milei havia compartilhado somente um conteúdo semelhante, em contraste com a nova ofensiva contra autoridades brasileiras.
Entre as mensagens compartilhadas, houve publicações que responsabilizam o Brasil por uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo. Milei já havia apresentado essa versão no discurso durante a convenção do PL, sem expor provas.
Na terça-feira (28), o presidente argentino republicou a entrevista de Wellington Luiz Firmino, condenado por participação nos atos golpistas do ato terrorista de 8 de Janeiro. Firmino cumpre prisão domiciliar na Argentina após fugir do Brasil e afirmou, na conversa com um canal local no YouTube, ser alvo de “perseguição” de uma suposta “ditadura” brasileira.
Milei também endossou uma postagem de um influenciador argentino que dizia que chamar Lula de ladrão “não é motivo de ofensa, é só chamar as coisas pelo nome”. A mensagem fazia referência às condenações do presidente na Lava-Jato, que o STF anulou.
O episódio teve recepção predominantemente negativa nas redes brasileiras. Levantamento da Ativaweb DataLab analisou 158 mil menções à presença de Milei na convenção entre sábado e segunda-feira e identificou 84,3% de manifestações de reprovação, ante 5,2% de apoio. “Ingerência”, “irresponsabilidade” e “desrespeito ao Brasil” estiveram entre os termos mais associados às críticas.





