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Camila Pitanga foi escolhida para interpretar Clara Nunes no cinema

Mineira nascida em Paraopeba, órfã de pai e mãe desde os 6 anos, Clara Nunes foi criada por seus irmãos. Começou a cantar na igreja, mas teve que trabalhar na adolescência, como tecelã, para ajudar na renda da casa. Mais...

Camila Pitanga foi escolhida para interpretar Clara Nunes no cinema

"Considero uma missão divina, um dos maiores desafios da minha vida, encarnar a voz e a alma de Clara Nunes. Ela é presente através das suas músicas, mas poucos sabem sua história. O nosso desejo é transbordar de emoção com a voz e a luta dessa guerreira", disse Camila, em comunicado oficial.

O mar serenou na escalação de elenco do filme sobre Clara Nunes. Camila Pitanga foi a escolhida para interpretar a sambista, que morreu aos 40 anos em 1983. A atriz, de 49 anos, que também é produtora do longa, está animada com o novo projeto e vai começar agora a preparação.

“Considero uma missão divina, um dos maiores desafios da minha vida, encarnar a voz e a alma de Clara Nunes. Ela é presente através das suas músicas, mas poucos sabem sua história. O nosso desejo é transbordar de emoção com a voz e a luta dessa guerreira”, disse Camila, em comunicado oficial.

O longa ainda não tem data de estreia prevista. O projeto é da Matizar Filmes com a Paraguassu, produtora da atriz, em coprodução com a H2O Produções.

O foco será na trajetória da cantora no Rio de Janeiro, na década de 1970, e como foi a atuação dela em busca de mais mulheres no samba e na música.

Mineira nascida em Paraopeba, órfã de pai e mãe desde os 6 anos, Clara Nunes foi criada por seus irmãos. Começou a cantar na igreja, mas teve que trabalhar na adolescência, como tecelã, para ajudar na renda da casa. Mais tarde, levada para programas de rádio em Belo Horizonte, destacou-se graças à força de sua voz. Mudou-se para o Rio em 1965, mergulhou no samba e nas religiões de matriz africana e gravou seus primeiros discos. Seu sucesso inicial foi “Você passa e eu acho graça”, de Ataulfo de Paiva e Carlos Imperial. A partir daí, enfileirou êxitos como “Ê, baiana”, “Conto de areia” e “O mar serenou”, tornando-se uma diva dos sambistas e uma das cantoras de maior alcance comercial do Brasil.