
O ministro relatou que Greer foi direto sobre a determinação recebida do presidente dos Estados Unidos. “Greer afirmou que a recomendação do presidente Trump é para que nós trabalhemos para um acordo”, disse Elias Rosa.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (31) que Donald Trump orientou sua equipe a trabalhar efetivamente por um acordo com o Brasil sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A informação, segundo o ministro, foi transmitida pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, durante reunião entre os dois países.
Elias Rosa disse que a conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump alterou a postura dos representantes americanos. “Eu continuo mais otimista do que estava na semana passada, sobretudo agora, depois do telefonema do presidente Lula com Trump. Parece haver, de fato, uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil”, afirmou.
O ministro relatou que Greer foi direto sobre a determinação recebida do presidente dos Estados Unidos. “Greer afirmou que a recomendação do presidente Trump é para que nós trabalhemos para um acordo”, disse Elias Rosa.
O encontro desta segunda reabriu as tratativas sem que o governo brasileiro aceitasse concessões. As delegações, porém, não fecharam entendimento, e as tarifas continuam em vigor enquanto as negociações avançam para novas etapas em setembro.
Na reunião, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reiterou a oposição brasileira às tarifas adicionais baseadas na Seção 301, mecanismo usado pelos Estados Unidos para investigar práticas comerciais de outros países. Ele também apresentou argumentos contra as justificativas americanas para aplicar as cobranças.
Elias Rosa classificou as tarifas como excessivas e desbalanceadas. O ministro afirmou que o Brasil seguirá à mesa de negociação, mas não colocará em discussão temas considerados essenciais para os interesses econômicos do país, entre eles o Pix.
“Nós deixamos claro, e eu mesmo reiterei, o propósito do presidente Lula para que nós, de fato, verdadeiramente, trabalhemos para que haja um acordo o mais avançado possível, que afaste essas tarifas indevidas ou injustas”, declarou o ministro.
Nos próximos dias, técnicos brasileiros e americanos devem se reunir para definir as bases de um possível entendimento. Depois dessa fase, as conversas devem subir ao nível ministerial, com previsão de encontro presencial entre representantes dos dois governos “no final do mês ou um pouco adiante”.





