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Justiça pode determinar perícia médica em processo contra Celso Portiolli e SBT por maus-tratos animais

No dia 5 de agosto, a magistrada encarregada do caso notificou formalmente as partes para que informassem se concordavam com o julgamento antecipado da lide no estado em que o processo se encontrava ou se ainda pretendiam produzir novas provas.

Justiça pode determinar perícia médica em processo contra Celso Portiolli e SBT por maus-tratos animais

Em resposta, a defesa do SBT e do apresentador Celso Portiolli manifestou-se favorável ao encerramento da fase de instrução e ao julgamento imediato.

A ação civil pública movida contra o apresentador Celso Portiolli e o SBT devido a denúncias de maus-tratos a um animal durante o programa “Domingo Legal” teve novos desdobramentos na Justiça de São Paulo, informa Fábia Oliveira, do Metrópoles. Após posicionamento do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o processo pode passar por uma perícia médica judicial especializada para analisar os fatos ocorridos na atração televisiva.

O processo teve início após o apresentador levar uma rã ao palco do programa para participar de uma dinâmica ao vivo. Entidades de proteção animal acionaram o Judiciário sustentando que o anfíbio foi submetido a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição exagerada a ruídos sonoros e iluminação artificial. As instituições autoras do processo argumentam que o entretenimento e a busca por audiência não justificam ou autorizam a prática de crueldade contra animais.

Em desdobramentos anteriores, uma liminar concedida pela Justiça deu ganho de causa inicial às entidades protetoras e impôs restrições e limitações ao SBT quanto ao uso de animais em suas atrações e quadros. A decisão liminar previu, ainda, a aplicação de uma multa fixada no valor de R$ 100 mil para o caso de descumprimento das ordens judiciais pela emissora.

No dia 5 de agosto, a magistrada encarregada do caso notificou formalmente as partes para que informassem se concordavam com o julgamento antecipado da lide no estado em que o processo se encontrava ou se ainda pretendiam produzir novas provas.

Por outro lado, o Instituto Thais Viotto, autor da ação, manifestou-se no dia 24 de agosto solicitando o aprofundamento das investigações. A entidade requereu os depoimentos pessoais de Celso Portiolli e de um representante legal do SBT, além da oitiva dos profissionais responsáveis pelos pareceres veterinários anexados pelos réus e dos especialistas que elaboraram os laudos juntados pela própria acusação. O instituto reiterou também a necessidade imperativa de realização de uma perícia técnica.

A controvérsia ganhou novos rumos em 25 de agosto com o parecer assinado pelo promotor de Justiça Gustavo Albano Dias da Silva, do MPSP. O membro do Ministério Público posicionou-se favoravelmente à produção de uma perícia judicial médico-veterinária, a ser executada por um perito perito técnico nomeado diretamente pelo tribunal.

O promotor argumentou que o ponto central da disputa possui caráter eminentemente técnico, uma vez que acusação e defesa apresentaram laudos e pareceres veterinários com conclusões conflitantes sobre a existência ou não de maus-tratos à rã.

Com a juntada das manifestações e do parecer ministerial, a definição sobre a realização da perícia judicial ou o julgamento direto da ação caberá agora à juíza Maria Helena Steffen Toniolo Bueno.