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Bets, “Dark Horse” e voto útil: as estratégias de Lula e Flávio a 11 dias da eleição

A equipe econômica de Lula trabalha com a expectativa de que o presidente apresente, antes do primeiro turno, uma proposta para endurecer regras ou proibir as casas de apostas no país. Integrantes do governo aguardam o retorno de Lula da...

Bets, “Dark Horse” e voto útil: as estratégias de Lula e Flávio a 11 dias da eleição

Na abertura da Assembleia da ONU, nesta terça (22), Lula afirmou que “o Brasil não vai mais tolerar esse modelo de negócio”.

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajustaram suas estratégias a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro: o petista pretende anunciar medidas contra as bets, enquanto o rival concentra a campanha no voto útil entre eleitores de direita, segundo o Blog do Camarotti no g1.

A equipe econômica de Lula trabalha com a expectativa de que o presidente apresente, antes do primeiro turno, uma proposta para endurecer regras ou proibir as casas de apostas no país. Integrantes do governo aguardam o retorno de Lula da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, para definir o formato da iniciativa.

Uma ala da campanha defende uma medida provisória que encerre as atividades das bets. Outra prefere enviar ao Congresso um projeto de lei mais rígido, mesmo com o risco de os parlamentares alterarem o texto. Na abertura da Assembleia da ONU, nesta terça (22), Lula afirmou que “o Brasil não vai mais tolerar esse modelo de negócio”.

Aliados do presidente avaliam que o enfrentamento às bets pode aumentar o diálogo da campanha com mulheres, evangélicos e eleitores identificados com a defesa da família. Um integrante da equipe econômica disse que há consenso sobre a necessidade de agir, embora o governo discuta consequências jurídicas e de arrecadação.

Tela de plataforma de apostas on-line
Tela de plataforma de apostas on-line em smartphone. Foto: Reprodução

Flávio passou a pedir, em discursos e nas redes sociais, que eleitores contrários a Lula concentrem o voto em sua candidatura já no primeiro turno. A campanha alega que a redução do espaço dos demais concorrentes abre margem para uma vitória sem segundo turno.

A pesquisa Quaest divulgada na segunda (21) apontou queda na soma das intenções de voto dos candidatos que não são Lula ou Flávio: o índice passou de 17% em 7 de setembro para 16% na semana seguinte e 15% no levantamento mais recente. Publicações da campanha bolsonarista afirmam que “podemos ganhar no primeiro turno”.

O caso envolvendo o Banco Master também entrou na reta final. A coordenação de Lula pretende manter a associação de Flávio ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Na Quaest, a parcela dos entrevistados que apontou “Bolsonaro” como o maior afetado pelo escândalo subiu de 15% para 21% em uma semana, acima da margem de erro de dois pontos percentuais. Do outro lado, Flávio intensificou ataques que vinculam Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao caso Master.

Na simulação de primeiro turno da Quaest, Lula marcou 37% e Flávio Bolsonaro, 33%. No segundo turno, Flávio teve 42% e Lula, 41%; os dois resultados indicam empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.