
Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta (23) apontou que 75% dos brasileiros concordam com a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets. O resultado sai enquanto o governo de Lula (PT) prepara uma medida provisória que pode vetar a atuação de cassinos on-line antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
O apoio à proibição subiu dois pontos porcentuais desde abril, quando somava 73%. A rejeição à medida caiu de 21% para 17% no mesmo período.
Na rodada mais recente, 71% disseram concordar totalmente com a proibição e 4% concordaram parcialmente. Entre os entrevistados, 13% discordaram totalmente, 4% discordaram em parte e 8% afirmaram não concordar nem discordar.
Lula comparou as empresas de apostas on-line a doenças no dia 14 e voltou a sinalizar uma decisão drástica sobre o setor. A eventual medida do governo mira especificamente os cassinos virtuais.
Para 59,9% dos entrevistados, as bets trazem somente prejuízos à sociedade. Outros 28,6% avaliam que as plataformas causam mais prejuízos do que benefícios, o que leva esse grupo a 88,5% da amostra.
Apenas 5,7% consideram que os benefícios e os prejuízos se equivalem. As apostas trazem somente benefícios para 0,7%, enquanto 0,2% afirmam que os benefícios predominam; 4,9% não souberam responder.
A cobrança de mais impostos sobre as empresas de apostas reúne apoio de 84% dos participantes, com 81% de concordância total. A limitação da publicidade das plataformas recebe aprovação de 79%, e 66% dizem que menores de idade têm acesso fácil a esses serviços.
A ideia de que bets podem funcionar como complemento de renda ou investimento é rejeitada por 88% dos entrevistados. Só 4% concordam com essa afirmação, enquanto 8% adotaram posição neutra.
Ao indicar os responsáveis pela disseminação das apostas on-line no país, 36% apontaram o governo Lula e 25,4% citaram o governo Jair Bolsonaro. O Congresso Nacional foi mencionado por 16,5%, o STF por 0,7%, enquanto 6,4% responderam “nenhum” e 15% não souberam responder.
A AtlasIntel entrevistou 5.015 adultos brasileiros entre 17 e 22 de setembro por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04739/2026.





