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Datafolha: católicos, mulheres e idosos reforçam vantagem de Lula na reta final

Entre católicos, o presidente passou de 45% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 33% para 32%. A distância nominal aumentou de 12 para 18 pontos. O movimento ocorreu durante a repercussão das publicações que associavam o senador à retirada...

Datafolha: católicos, mulheres e idosos reforçam vantagem de Lula na reta final

Os números aparecem em uma campanha atravessada pela controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida, pelo reajuste do Bolsa Família e pela proibição das bets.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final do primeiro turno com vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre católicos, mulheres e eleitores de 60 anos ou mais, segundo o Datafolha. Lula registra 50%, 45% e 49% nesses segmentos, respectivamente. Os números aparecem em uma campanha atravessada pela controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida, pelo reajuste do Bolsa Família e pela proibição das bets.

Entre católicos, o presidente passou de 45% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 33% para 32%. A distância nominal aumentou de 12 para 18 pontos. O movimento ocorreu durante a repercussão das publicações que associavam o senador à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro nega essa intenção, e a controvérsia levou a disputas judiciais sobre a remoção das postagens.

No eleitorado feminino, Lula foi de 42% para 45%, contra uma passagem de 33% para 35% do adversário. O período foi marcado por iniciativas que atingem o orçamento das famílias, como o reajuste do Bolsa Família, com piso de R$ 691, previsto para começar a ser pago em outubro, e pela proibição das apostas online.

A maior variação de Lula nesses três grupos ocorreu entre os eleitores de 60 anos ou mais: de 42% para 49%. Flávio Bolsonaro passou de 37% para 36%, deixando uma diferença nominal de 13 pontos. Na reta final, o presidente intensificou os acenos à participação dos idosos, enquanto o INSS reforçou que o comparecimento às urnas vale como prova de vida automática. Quem não votar pode ter a comprovação realizada por outros registros consultados pelo instituto.

Nos três segmentos, Lula alcança seus maiores percentuais na série recente da campanha. As vantagens nesses públicos contrastam com a disputa mais apertada no conjunto do eleitorado: nacionalmente, o presidente tem 42% dos votos totais, contra 38% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

As margens específicas da rodada atual são de três pontos entre católicos e mulheres e de quatro pontos entre eleitores de 60 anos ou mais. Os movimentos entre pesquisas são variações numéricas e não demonstram, por si só, que um episódio ou uma medida do governo tenha causado a mudança de preferência.

Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento realizou 2.506 entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional, em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. Foram ouvidos eleitores de 16 anos ou mais. A margem nacional é de dois pontos, para mais ou para menos, com confiança de 95%. O relatório do Datafolha informa o registro BR-08039/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.