
Em manifestação nas redes sociais, Lula ressaltou o papel do jornalista na defesa do Estado Democrático de Direito e lembrou sua atuação crítica diante dos abusos cometidos durante a Operação Lava Jato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou neste sábado (3) a morte do jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor-executivo da revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), aos 71 anos. Em manifestação nas redes sociais, Lula ressaltou o papel do jornalista na defesa do Estado Democrático de Direito e lembrou sua atuação crítica diante dos abusos cometidos durante a Operação Lava Jato.
O presidente destacou especialmente o compromisso de Chaer com as garantias democráticas e o direito de defesa. “Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas”, afirmou.
Ao final da homenagem, Lula manifestou solidariedade às pessoas próximas ao jornalista. “Aos familiares, amigos e colegas do Conjur, expresso meus sentimentos neste momento de dor.”
Márcio Chaer morreu na tarde deste sábado, em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o jornalista teve o celular furtado quando estava em um veículo e tentou perseguir o autor do crime. Durante a perseguição, sofreu um mal súbito e morreu no local. A principal hipótese é de infarto.
A Folha de S.Paulo também informou que Chaer morreu após correr atrás do homem que havia levado seu celular. A Polícia Militar trabalha na busca por imagens que possam contribuir para identificar os envolvidos.
Formado em comunicação, Chaer fundou a agência Original em 1992 e, cinco anos depois, participou da criação do ConJur, veículo que se especializou na cobertura do Judiciário e se tornou uma referência no meio jurídico brasileiro. Antes disso, teve passagem pela Folha de S.Paulo, inclusive pela sucursal do jornal em Brasília.
Criado em 1997, o ConJur nasceu com a proposta de tornar mais acessíveis as discussões sobre Direito e Justiça e de oferecer espaço ao direito de defesa. O próprio Chaer definiu como objetivo editorial do veículo a oferta de informações úteis e confiáveis, voltadas não apenas a profissionais do Direito, mas também aos cidadãos.
Chaer deixa quatro filhos. Sua morte provocou manifestações de integrantes do meio jurídico e de autoridades, entre elas os ministros Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).





