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EUA violaram o Artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, denuncia governo Lula

“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As justificativas apresentadas são falsas”, afirmou a gestão do presidente Lula, que tem Mauro Vieira como...

EUA violaram o Artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, denuncia governo Lula

O governo Lula denunciou nesta terça-feira (4), por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, violou o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

O governo Lula denunciou nesta terça-feira (4), por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, violou o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Os EUA revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As justificativas apresentadas são falsas”, afirmou a gestão do presidente Lula, que tem Mauro Vieira como chanceler.

“O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”, acrescentou.

O governo Trump alegou demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil.

Os dois diplomatas foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Os EUA negaram.

O questionamento às urnas eletrônicas e a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti ocorre em um contexto mais amplo de agressões dos EUA à soberania brasileira por causa de condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista e devido à relação cada vez mais estreita do Brasil com China, BRICS e Sul Global.

Em 21 de julho, o atual candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacou o sistema eleitoral brasileiro. Durante encontro com diplomatas, o senador afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que, segundo um relatório da CIA, a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.

Além do questionamento às urnas feito por Flávio Bolsonaro, aliado do governo Trump, os EUA aplicaram dois tarifaços ao Brasil (um de 25% e outro de 12,5%). Outra medida da gestão trumpista foi classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Ao longo do ano, Flávio Bolsonaro fez algumas viagens para os EUA. Irmão do senador, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) mora no território estadunidense e se juntou ao presidenciável para fazer articulações com a extrema direita trumpista, e estimular sanções contra o Brasil, que usará a Lei da Reciprocidade contra o governo Trump.