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Magno Malta vira réu por acusar injustamente pai de estuprar filha

A decisão foi tomada após audiência de conciliação realizada na última quinta-feira (28) pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória. Como não houve acordo entre as partes, o processo seguirá normalmente na esfera criminal.

Magno Malta vira réu por acusar injustamente pai de estuprar filha

A Justiça tentou encerrar o caso antes da abertura formal da ação penal, mas a falta de consenso levou ao prosseguimento da queixa-crime. Ao g1, Magno Malta informou, por meio da assessoria, que não comentará o caso.

A Justiça do Espírito Santo tornou réus o senador Magno Malta (PL-ES) e o delegado aposentado Márcio Lucas Malheiros de Oliveira por publicações feitas nas redes sociais em 2022. Na ocasião, o parlamentar e o ex-policial atacaram Luiz Alves Lima, que foi condenado injustamente com base em uma denúncia falsa apresentada por Magno em 2009.

A decisão foi tomada após audiência de conciliação realizada na última quinta-feira (28) pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória. Como não houve acordo entre as partes, o processo seguirá normalmente na esfera criminal.

A Justiça tentou encerrar o caso antes da abertura formal da ação penal, mas a falta de consenso levou ao prosseguimento da queixa-crime. Ao g1, Magno Malta informou, por meio da assessoria, que não comentará o caso.

A advogada Patrícia Nunes Romano Tristão Pepino, responsável pela defesa de Luiz Alves Lima, afirmou que o caso exige cautela. “Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis vêm sendo adotadas para a adequada condução e apuração dos fatos, ressaltando que se trata de um caso de extrema sensibilidade, cuja condução exige cautela, responsabilidade e respeito às particularidades envolvidas”, disse.

Veja o relato de Márcio Lucas

De acordo com o processo, Magno se referiu ao autor da ação com expressões como “rataiada” e afirmou que determinadas pessoas “saem do esgoto” em época de eleição para “requentar mentiras”. Nos vídeos, o delegado aposentado Márcio Lucas também aparece defendendo a atuação policial em uma denúncia falsa feita por Magno contra Luiz Alves.

A defesa de Luiz Alves sustenta que as declarações tiveram o objetivo de atacar sua honra e descredibilizá-lo publicamente, especialmente por terem sido feitas em redes sociais de grande alcance. A ação pede a condenação de Magno e Márcio Lucas pelos crimes de difamação e injúria.

Os advogados afirmam que o processo contra Luiz Alves terminou com absolvição depois que novos exames periciais, feitos em 2012, apontaram que a criança não havia sido abusada. Segundo a defesa, os laudos concluíram que as lesões identificadas anteriormente teriam sido causadas por micose ou bactéria, e não por abuso sexual.

A ação também relembra que Luiz Alves afirma ter sofrido agressões e torturas enquanto esteve preso sob custódia do Estado. Segundo os autos, ele perdeu totalmente a visão de um dos olhos e parcialmente do outro durante o período em que ficou detido. Em outro processo, a Justiça reconheceu indícios de falha do Estado na proteção do preso e determinou o pagamento de pensão mensal de R$ 2 mil.