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Mesmo perdendo por 2 a 0, Argentina vira sobre Egito e vai para as quartas

Com um gol, uma assistência, participação direta em praticamente todas as jogadas ofensivas e liderança absoluta dentro de campo, o camisa 10 comandou uma virada espetacular por 3 a 2 nesta terça-feira, garantindo a classificação da Argentina para as quartas...

Mesmo perdendo por 2 a 0, Argentina vira sobre Egito e vai para as quartas

Sem Ángel Di María e com pouca inspiração dos companheiros de ataque, o camisa 10 assumiu sozinho a responsabilidade de conduzir a Argentina às quartas de final.

A Argentina parecia caminhar para uma eliminação histórica. Perdia por 2 a 0 para o Egito a menos de 15 minutos do fim, havia desperdiçado um pênalti com Lionel Messi ainda no primeiro tempo e encontrava pela frente um adversário disciplinado, organizado e letal nos contra-ataques.

Então Messi resolveu lembrar ao mundo por que continua sendo considerado por muitos o maior jogador da história.

Com um gol, uma assistência, participação direta em praticamente todas as jogadas ofensivas e liderança absoluta dentro de campo, o camisa 10 comandou uma virada espetacular por 3 a 2 nesta terça-feira, garantindo a classificação da Argentina para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026.

A partida começou da pior maneira possível para os sul-americanos. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Marwan Attia levantou a bola na área e o zagueiro Yasser Ibrahim subiu mais alto que toda a defesa argentina para abrir o placar.

O goleiro voltou a ser decisivo diversas vezes antes do intervalo, impedindo gols de Julián Álvarez e da própria estrela argentina. Messi ainda acertou a trave em uma cobrança de falta e desperdiçou outra boa oportunidade da entrada da área.

A impressão era de que nada daria certo para a Albiceleste.

Logo no início da segunda etapa, o Egito mostrou por que fazia uma campanha surpreendente. Aos 12 minutos, Salah iniciou um contra-ataque e encontrou Mostafa Zico, que bateu na saída de Emiliano Martínez para marcar o segundo gol.

A arbitragem chegou a validar o lance, anulou por falta na origem após revisão do VAR e, poucos minutos depois, os egípcios voltaram a marcar praticamente da mesma maneira.

Aos 21 minutos, Salah acelerou pelo meio e encontrou Haissem Hassan pela direita. O atacante cruzou rasteiro para Mostafa Zico completar para as redes, fazendo 2 a 0 e deixando a Argentina à beira da eliminação.

Foi nesse momento que Messi assumiu completamente o controle da partida.

Aos 33 minutos, o camisa 10 cobrou escanteio com precisão para Cristian Romero subir livre e diminuir a diferença.

Cinco minutos depois, depois de muita pressão na área egípcia, Montiel ajeitou para Messi, que soltou um violento chute de perna esquerda para empatar o confronto.

Foi o gol do maior artilheiro da história das Copas do Mundo e o momento em que a torcida argentina transformou o estádio em uma extensão de Buenos Aires.

O Egito, que até então suportava a pressão, sentiu o golpe.

Nos acréscimos, veio a recompensa para a insistência argentina.

Aos 46 minutos do segundo tempo, Lautaro Martínez escapou pela direita em contra-ataque e levantou na medida para Enzo Fernández aparecer livre e cabecear no contrapé de Mostafa Shobeir, decretando a virada por 3 a 2.

O roteiro teve todos os ingredientes que costumam acompanhar Messi ao longo da carreira: um pênalti perdido, inúmeras chances criadas, um adversário resistente e, por fim, uma atuação decisiva quando a eliminação parecia inevitável.

Sem Ángel Di María e com pouca inspiração dos companheiros de ataque, o camisa 10 assumiu sozinho a responsabilidade de conduzir a Argentina às quartas de final. Participou diretamente dos três gols, comandou a pressão ofensiva durante praticamente toda a partida e foi o jogador que mais levou perigo ao gol egípcio.

Se ainda havia quem colocasse em dúvida sua capacidade de decidir grandes partidas depois do título mundial conquistado em 2022, a noite contra o Egito ofereceu mais um capítulo para sua coleção de atuações memoráveis.