
O Irã afirmou que poderá suspender as negociações de paz com os Estados Unidos se Washington mantiver ameaças contra o país, em nova escalada verbal após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre possíveis ataques.
O Irã afirmou que poderá suspender as negociações de paz com os Estados Unidos se Washington mantiver ameaças contra o país, em nova escalada verbal após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre possíveis ataques.
O ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araghchi, cobrou nesta terça-feira (7), em publicação no X, o cumprimento do Memorando de Entendimento firmado entre as partes. “O parágrafo 13 do Memorando de Entendimento é claro: as negociações sobre o acordo final não começarão se as ameaças continuarem. Honre a sua assinatura”, declarou.
A reação iraniana ocorreu depois de Trump insinuar, na segunda-feira (6), a possibilidade de novos ataques. “Ou os EUA farão um acordo ou terminarão o serviço”, disse o presidente americano, antes de acrescentar: “Não quero atingir 91 milhões de pessoas”.
O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Bagher Zolghadr, também respondeu ao republicano. “Fale com o povo iraniano com respeito, ou então lhe responderemos em uma linguagem diferente”, afirmou.
Zolghadr questionou a fala de Trump ao comparar a história dos dois países. “Como o presidente de um país sem raízes profundas, com uma história de apenas 250 anos, fala em destruir milênios de civilização iraniana?”, disse o chefe do conselho.
Para Zolghadr, a guerra em curso no Oriente Médio não produziu ganhos para Trump. Ele afirmou que o presidente americano obteve “nada além de derrota, desespero e pedidos de negociações e cessar-fogo com o Irã”.
As declarações ocorrem durante o funeral do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
Milhares de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre em Teerã. A cerimônia prossegue nesta terça-feira (7) pela cidade santa de Qom e seguirá para Najaf e Karbala, no Iraque, na quarta-feira (8).





