
Maria Bethânia encerrou o sábado do Coala Festival, em São Paulo, fazendo o “L” com a mão e gritando: “Eu voto Lula presidente!”.
A cantora Maria Bethânia encerrou o sábado do Coala Festival, em São Paulo, fazendo o “L” com a mão e gritando: “Eu voto Lula presidente!”. A manifestação ocorreu diante de um Memorial da América Latina lotado na primeira noite da 12ª edição do evento.
Aos 80 anos, Bethânia apresentou um show marcado pela adesão do público e por uma descontração pouco comum em suas performances de festival. Conhecida pelo rigor com o repertório e pela exigência de silêncio durante poemas e textos declamados, ela recebeu a plateia em clima de celebração.
A maior abertura de Bethânia para a interação com a plateia ganhou força após a temporada em estádios ao lado do irmão, Caetano Veloso. No Coala, a artista manteve os momentos de declamação, mas se mostrou mais à vontade com a resposta do público.
Antes de Bethânia, o rapper Emicida apresentou músicas de diferentes fases da carreira, com destaque para o álbum “Emicida Racional Vol. 2”, lançado no fim de 2025 e dedicado a releituras da obra dos Racionais MC’s. Percussão e backing vocals femininos estiveram entre os elementos centrais do show.
“A Chapa É Quente” ganhou novas camadas com referências a Sandra de Sá, Belchior e Marcos Valle. A conexão do rapper com a plateia foi tão intensa que o público puxou o coro “Coala é delírio/ melhor que o Rock in Rio”, enquanto os dois festivais ocupavam o mesmo fim de semana.
Zeca Veloso abriu os shows do palco principal às 13h30, quando o espaço ainda tinha público reduzido, e apresentou repertório de seu primeiro disco solo. Cícero e Duda Beat dividiram o palco em outro encontro da tarde, enquanto Marcos Valle, de 82 anos, tocou com Ana Frango Elétrico, de 28.





