
A fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, foi encontrada morta nesta quinta-feira (30), após desaparecer durante uma trilha no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no norte do Paraná.
A fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, foi encontrada morta nesta quinta-feira (30), após desaparecer durante uma trilha no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no norte do Paraná. A fotógrafa fazia aulas de circo e escalada, enquanto a amiga que a acompanhava foi resgatada com uma fratura na coluna.
Moradora de Londrina, Ana Paula trabalhava como fotógrafa e mantinha uma rotina intensa de atividades físicas. De acordo com familiares, ela era saudável, praticava exercícios regularmente, fazia aulas de circo e havia começado a aprender escalada.
“Ana Paula é uma pessoa muito especial. Uma sobrinha maravilhosa”, disse a tia da jovem, Fernanda Frasson, à RPC, na segunda-feira (27), quando as buscas ainda estavam em andamento.
A correnteza estava mais forte devido às chuvas recentes. Durante a travessia, Ana Paula perdeu o equilíbrio e caiu na água. Ana Carolyne tentou ajudá-la, mas também foi arrastada.
A amiga conseguiu sobreviver ao se segurar em uma pedra que permanecia acima do nível da água. Ela foi levada pela correnteza por aproximadamente 500 metros e permaneceu sozinha na mata das 15h de sábado até cerca das 9h de domingo (26).
Ana Carolyne foi encontrada por um funcionário do complexo turístico, que fazia uma verificação de rotina no nível do rio. O resgate contou com o apoio de dois policiais militares.
O ponto onde Ana Paula desapareceu possui corredeiras, cachoeiras e três quedas-d’água. A área fica em meio à mata fechada e próxima a uma queda com cerca de 45 metros de altura.
No dia do acidente, a estimativa era de que o nível da água estivesse aproximadamente 40 centímetros acima do normal. A elevação e a força da correnteza dificultaram o trabalho das equipes de busca.
Cerca de 30 pessoas, entre bombeiros e voluntários, participaram da operação. Os agentes atuaram em duas frentes: uma equipe subiu o rio, enquanto outra percorreu o curso da água em direção contrária.
Drones foram utilizados para fazer a varredura de áreas de difícil acesso. Uma aeronave também prestou apoio às buscas, que se estenderam por vários dias.
O corpo de Ana Paula foi identificado pelas imagens de um drone em um poço formado por uma das cachoeiras. Segundo o secretário de Segurança Pública, a retirada deveria levar aproximadamente três horas devido às dificuldades de acesso ao local.
“Agora, vai ser feito todo o procedimento pericil para verificar qual a causa da morte, se foi só em decorrência do afogamento, trauma da queda, enfim”, disse Teixeira à RPC.
O corpo será submetido a exames para determinar se a morte ocorreu por afogamento, por lesões provocadas pela queda ou por uma combinação dos dois fatores.
A região, no entanto, possui trechos com pedras escorregadias, correnteza intensa e mudanças rápidas no nível da água, especialmente após períodos de chuva. O acidente ocorreu quando Ana Paula e a amiga tentavam atravessar um desses pontos durante o passeio.





