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Vorcaro depõe à PF sobre suspeita de favorecimento ao Banco Master

De acordo com a reportagem, os investigadores avaliaram que os anexos entregues pela defesa eram “insuficientes” e não traziam provas capazes de acrescentar elementos novos às apurações. A PF considerou que o material apresentado carecia de sustentação documental.

Vorcaro depõe à PF sobre suspeita de favorecimento ao Banco Master

O depoimento ocorreu na manhã e no início da tarde desta sexta-feira.

A Polícia Federal finalizou nesta sexta-feira o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizado por videoconferência a partir da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde ele está preso preventivamente desde junho.

Esta foi a primeira vez em 2026 que Vorcaro prestou esclarecimentos à PF. A oitiva também marcou o primeiro depoimento do banqueiro após a corporação recusar duas propostas de delação premiada apresentadas por sua defesa.

De acordo com a reportagem, os investigadores avaliaram que os anexos entregues pela defesa eram “insuficientes” e não traziam provas capazes de acrescentar elementos novos às apurações. A PF considerou que o material apresentado carecia de sustentação documental.

O depoimento ocorreu na manhã e no início da tarde desta sexta-feira. Antes disso, a oitiva havia sido adiada duas vezes. Em uma delas, a defesa de Vorcaro pediu mais tempo para acessar os autos. Na outra, houve problemas de sinal no sistema de videoconferência.

Segundo a apuração da PF citada por O Globo, dois ex-diretores do Banco Central teriam atuado como “consultores” e “empregados” de Vorcaro. A suspeita é que eles orientavam o banqueiro sobre como responder a questionamentos feitos pela autoridade monetária.

Vorcaro havia sido ouvido pela última vez em dezembro do ano passado. Na época da liquidação do Banco Master, ele chegou a ser detido sob suspeita de tentar deixar o país, acusação que nega.

A liquidação extrajudicial do banco foi decretada pelo Banco Central “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, conforme ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.