
Milhares de pessoas foram às ruas para condenar o regime militar, que governou o país entre 1973 e 1990 e deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.
O Chile deteve 284 pessoas, entre elas 31 menores de idade, durante protestos realizados neste sábado (12) em memória das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, informou o governo. As mobilizações marcaram os 53 anos do golpe de 11 de setembro de 1973 contra o presidente socialista Salvador Allende.
Milhares de pessoas foram às ruas para condenar o regime militar, que governou o país entre 1973 e 1990 e deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos. Pela primeira vez desde a redemocratização, em 1990, o aniversário não teve eventos oficiais.
Entre os presos havia 16 estrangeiros e 31 menores. Arrau afirmou que não houve civis feridos nem danos ao transporte público durante os protestos.
As principais manifestações ocorreram no Cemitério Geral de Santiago, onde fica o mausoléu da família Allende. Isabel Allende, ex-senadora e filha do ex-presidente, participou do ato ao lado do ex-presidente Gabriel Boric.
Manifestantes também se concentraram no Palácio de La Moneda, sede do governo chileno. Allende resistiu no edifício durante o golpe militar e morreu no local.
Outra mobilização ocorreu no Estádio Nacional, que a ditadura usou como centro de detenção e tortura de opositores após a tomada do poder pelos militares.
Em alguns pontos, manifestantes atiraram pedras e paus contra os carabineros, a polícia chilena, que reagiu com gás lacrimogêneo e canhões de água. “Permaneceremos firmes, enfrentando a violência e protegendo a paz das famílias chilenas”, escreveu Arrau na rede X.





