
O Japão não detalhou como respondeu à ameaça, mas disse que os caças japoneses foram visados por dois caças chineses lançados do porta-aviões Liaoning, que manobrava em “águas internacionais a sudeste da ilha de Okinawa” com três mísseis destróieres.
Autodefesa do país, em dois episódios próximos às ilhas de Okinawa. Tóquio classificou as ações como “perigosas” e apresentou um protesto formal a Pequim.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que a conduta chinesa “vai além do necessário para garantir a segurança de voo” e representa risco direto às tripulações japonesas. O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, disse que o país vai responder “de forma firme e tranquila”, em coordenação com aliados.
A China contestou a versão. Segundo o porta-voz da Marinha, coronel Wang Xuemeng, foram as aeronaves japonesas que se aproximaram de maneira “repetida” e “perturbadora” durante um treinamento com porta-aviões no entorno do Estreito de Miyako. Pequim acusou o Japão de “difamar” a operação e disse que vai adotar as “medidas necessárias” para proteger seus interesses.
Os incidentes ocorrem em um momento de tensão entre os dois países, impulsionado pela disputa sobre Taiwan e por operações militares chinesas frequentes nos mares do Leste Asiático. Nas últimas semanas, Tóquio alertou que poderia reagir caso um ataque chinês à ilha colocasse em risco a segurança japonesa. A declaração irritou Pequim.
Apontar um radar contra outra aeronave é considerado um gesto hostil porque sinaliza preparação para possível disparo, que pode gerar manobras defensivas. O Japão não informou se houve travamento completo do alvo (“lock-on”) e nem deu detalhes da resposta operacional.
Os episódios se somam a um histórico de incidentes semelhantes na última década. O Japão afirma que um navio chinês já travou um radar contra um destróier japonês em 2013, enquanto Pequim, em outras ocasiões, acusou caças japoneses de fazerem o mesmo.
Analistas dizem que o cenário atual, que inclui a presença de mais de 100 navios chineses na região, aumenta o risco de erro de cálculo e colisões diplomáticas em uma das áreas mais sensíveis do Indo-Pacífico.





