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Israel ataca área hospitalar em Gaza sob alegação de esconderijo do Hamas

A administração do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa informou à AFP que três pessoas ficaram feridas no ataque. As vítimas estavam perto de um depósito situado a pouca distância da maternidade.

Israel ataca área hospitalar em Gaza sob alegação de esconderijo do Hamas

O ataque atingiu um prédio adjacente às instalações principais do hospital, e não a estrutura central da unidade de saúde. Israel sustentou que o integrante do Hamas usava o local para se esconder.

O Exército de Israel afirmou neste sábado (29) que atacou um comandante do Hamas que estaria escondido no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza. A ofensiva amplia a tensão em torno do cessar-fogo que vigora no território desde outubro de 2025.

Os militares israelenses não divulgaram a identidade do alvo nem informaram se ele morreu. No comunicado, Israel acusou o comandante de planejar ataques contra soldados israelenses e civis.

O ataque atingiu um prédio adjacente às instalações principais do hospital, e não a estrutura central da unidade de saúde. Israel sustentou que o integrante do Hamas usava o local para se esconder.

A administração do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa informou à AFP que três pessoas ficaram feridas no ataque. As vítimas estavam perto de um depósito situado a pouca distância da maternidade.

Mesquita atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza

Horas antes da ação contra o suposto comandante do Hamas, o hospital relatou uma morte provocada por fogo israelense na parte leste de Deir al-Balah. As autoridades israelenses não confirmaram esse episódio.

Dois dias antes do ataque, o Exército de Israel disse ter alertado autoridades de saúde de Gaza para que não permitissem o uso de “instalações médicas para fins terroristas”.

Hospitais, abrigos e outras estruturas civis se tornaram alvos recorrentes de acusações entre Israel e o Hamas durante a guerra. Israel afirma que o grupo palestino utiliza instalações de saúde para atividades militares, alegação contestada por autoridades locais e organismos humanitários em diferentes episódios do conflito.

O cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025 não interrompeu completamente os confrontos nem garantiu estabilidade no território. A ofensiva em Deir al-Balah ocorre em meio ao risco de colapso do acordo.