
Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior classificou como “leviandade” a acusação do senador Flávio Bolsonaro de que ele faria campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, classificou como “leviandade” a acusação do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que ele faria campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A resposta foi publicada neste sábado (29), após a sabatina do parlamentar na TV Globo. Com informações de CNN Brasil.
“A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la”, escreveu o brigadeiro. Ele acrescentou que essa postura pode ser entendida “na figura de filho”, mas não em alguém que pretende presidir o país.
“Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, disse Flávio Bolsonaro na TV Globo.
Em entrevista, Baptista Junior negou que seu livro, “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista”, tenha caráter de campanha. “Achei uma resposta sem qualquer propósito claro, típica de uma pessoa que está dentro da bolha que acha que meu livro será instrumento de campanha”, afirmou.
O ex-comandante disse que a reação do senador pareceu preparada para “agradar sua bolha” ou expressar um “sentimento escondido” diante da pergunta sobre os depoimentos de militares que integraram o governo Bolsonaro. Ele afirmou não saber se Flávio baseou a acusação no livro ou em seu testemunho na Ação Penal 2668, no Supremo Tribunal Federal.
Baptista Junior sustentou que seu depoimento não tratou do senador e declarou analisar Jair Bolsonaro e Lula “com imparcialidade”. “Sou bastante crítico aos populismos que nos limitam o desenvolvimento”, disse o brigadeiro.
No livro, com lançamento previsto para setembro pela Autêntica Editora, Baptista Junior relata discussões sobre medidas de exceção no governo Bolsonaro. Ele escreve que Freire Gomes advertiu o então presidente de que poderia prendê-lo se adotasse uma ruptura institucional e afirma que o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, colocou tropas à disposição de Bolsonaro.





