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Augusto Cury defendeu no Jornal Nacional influenciadores nas embaixadas para melhorar imagem do país no exterior

“O agricultor é vendido lá fora como se fosse um vilão e nós temos o Código Florestal mais rígido do mundo”, afirmou. Em seguida, comparou as emissões brasileiras às de outros países: “O chinês emite quatro vezes mais carbono que...

Augusto Cury defendeu no Jornal Nacional  influenciadores nas embaixadas para melhorar imagem do país no exterior

“Nós temos que vender o país como supermercado do mundo e não como fazenda ou celeiro do mundo apenas, centro de bioenergia, centro também de produção de conhecimento e de tecnologia”, afirmou.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu durante sabatina no “Jornal Nacional”, da TV Globo, neste sábado (29) que embaixadas brasileiras tenham profissionais com atuação nas redes sociais para melhorar a imagem do país no exterior. A proposta consta de seu programa de governo, que prevê ao menos dez influenciadores digitais em países com até 50 milhões de habitantes e pelo menos 20 em nações maiores ou consideradas estratégicas.

Questionado sobre a necessidade da medida e sobre o papel atualmente exercido pelo Itamaraty, Cury afirmou que o objetivo seria transformar integrantes das representações diplomáticas em agentes de promoção do Brasil. “Nós precisamos transformar colaboradores nas mais diversas embaixadas para vender o Brasil com dignidade”, declarou.

O candidato citou a imagem do agronegócio brasileiro no exterior como exemplo do que considera uma falha de comunicação. “O agricultor é vendido lá fora como se fosse um vilão e nós temos o Código Florestal mais rígido do mundo”, afirmou. Em seguida, comparou as emissões brasileiras às de outros países: “O chinês emite quatro vezes mais carbono que o brasileiro e o americano sete vezes mais. Isso não é vendido lá fora”.

Cury disse que a estratégia deveria apresentar o Brasil não apenas como fornecedor de produtos agrícolas, mas como uma potência em diferentes setores. “Nós temos que vender o país como supermercado do mundo e não como fazenda ou celeiro do mundo apenas, centro de bioenergia, centro também de produção de conhecimento e de tecnologia”, afirmou.

Ao explicar a proposta, o presidenciável ponderou que não pretende necessariamente aumentar o número de funcionários ou os gastos das embaixadas. “Influenciadores digitais podem ser importantes. Agora, não estou dizendo em aumentar custos”, disse.

Cury afirmou que uma alternativa seria capacitar o próprio corpo diplomático para atuar de forma mais intensa nas plataformas digitais. “Nós deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores, para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora”, declarou.

Os diplomatas brasileiros ingressam na carreira por meio do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) e, depois de aprovados, passam pelo Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco, ligado ao Itamaraty.

Pela lógica de Cury, depois de passar pelo CACD e pelo Instituto Rio Branco, o diplomata ainda precisaria aprender com influenciadores como “vender o Brasil” nas redes.