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Trump se diz ‘médico’, não ‘Jesus’, e ironiza críticas à sua postagem: “Fake news”

A imagem em questão exibia bandeiras dos Estados Unidos, águias, fogos de artifício e um caça militar ao fundo. O homem na cama, apesar de amplamente comentado, não foi identificado nas versões que circulavam pela imprensa.

Trump se diz ‘médico’, não ‘Jesus’, e ironiza críticas à sua postagem: “Fake news”

O que mais chamou atenção, no entanto, foi o uso de um símbolo cristão — tradicionalmente reverenciado por milhões — no contexto de um embate político com o Vaticano.

Donald Trump, em mais um ato de desdém pelas normas institucionais, compartilhou, no domingo (12), uma imagem criada por inteligência artificial em sua rede social, Truth Social. Na cena, aparece vestido como Jesus, com uma túnica branca e vermelha, e a mão repousada sobre a testa de um homem deitado na cama, que lembra, de forma irônica, Jeffrey Epstein.

Essa postagem veio logo após novos ataques do presidente dos Estados Unidos ao Papa Leão XIV, mas logo foi retirada de sua rede na manhã seguinte.

A imagem em questão exibia bandeiras dos Estados Unidos, águias, fogos de artifício e um caça militar ao fundo. O homem na cama, apesar de amplamente comentado, não foi identificado nas versões que circulavam pela imprensa.

O presidente estadunidense Donald Trump como Jesus Cristo, curando uma pessoa muito parecida com Jeffrey Epstein.

Mas o pior veio depois.

Em uma coletiva na Casa Branca, Trump alegou, irônico, que não se via como Jesus na postagem.

Segundo ele, a imagem era simplesmente uma representação de um médico tentando “melhorar as pessoas”, associando-a ainda ao trabalho da Cruz Vermelha.

Para ele, as críticas à sua publicação eram apenas “fake news”.

Uma justificativa que reforça o estilo irreverente e provocador do presidente, que, mais uma vez, não tem respeito pelas convenções e se diverte com a situação, como um anti-herói que brinca com todos, desafiando as expectativas e ultrapassando limites.

A justificativa não conteve a reação. A Reuters registrou críticas de aliados conservadores e religiosos, entre eles Brilyn Hollyhand e Riley Gaines, que classificaram a publicação como blasfema e cobraram mais humildade do presidente. A reação negativa também apareceu entre apoiadores habituais de Trump, o que ampliou o peso político do episódio.

A resposta também veio da Igreja Católica. O arcebispo Paul S. Coakley lamentou as declarações de Trump contra Leão XIV e afirmou que o papa “não é seu rival, nem um político”. Marjorie Taylor Greene, que já esteve entre as vozes mais próximas do trumpismo, também condenou a imagem e disse estar “rezando contra isso”.

Até a primeira-ministra da Itália reclamou.