
“Hoje acontece a partida mais importante da Colômbia. Hoje decidimos o futuro da nossa pátria e o destino dos nossos filhos. Com a ajuda de Deus e o apoio de milhões de colombianos, vamos vencer esta batalha democrática”, declarou.
O advogado ultradireitista Abelardo de la Espriella aparece à frente na apuração das eleições presidenciais da Colômbia e já é tratado como vencedor no chamado “preconteo”.
Com 99,8% das urnas fechadas, ele somava 49,65% dos votos, o equivalente a 12.937.333 votos, contra 48,71% do senador de esquerda Iván Cepeda, que registrava 12.691.709 votos. A diferença entre os dois candidatos era inferior a 250 mil votos.
Apesar da vantagem de De la Espriella, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu cautela e afirmou que ainda é necessário aguardar o escrutínio oficial dos votos. “Não se pode proclamar nenhum presidente. Tranquilidade entre os cidadãos”, escreveu Petro na rede X.
O candidato a vice-presidente na chapa de De la Espriella, José Manuel Restrepo, comemorou o resultado preliminar. “Você conseguiu, Tigre. A Colômbia escolheu um presidente e seu nome é Abelardo de la Espriella. Aqui começa a Pátria Milagre”, afirmou. Após votar em Barranquilla, o candidato destacou a importância da eleição.
Já Iván Cepeda afirmou que reconhecerá o resultado das urnas, mas garantiu que sua campanha fará uma observação rigorosa do processo eleitoral. “Todos temos o direito de pensar e agir na Colômbia para construir um destino comum”, disse. Ele também afirmou que, caso vencesse, governaria para todo o país, e não apenas para um setor da sociedade.
A votação transcorreu sem grandes incidentes, embora o Ministério do Interior tenha recebido mais de 2.600 denúncias e reclamações relacionadas a possíveis irregularidades eleitorais.
Entre os primeiros líderes internacionais a se manifestar esteve o presidente da Argentina, Javier Milei, que celebrou o resultado parcial nas redes sociais. “O leão e o tigre rugem na América Latina”, escreveu. Milei afirmou ainda que os colombianos escolheram “o caminho da liberdade econômica, da prosperidade, da segurança implacável e de dizer basta ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico”.





