
“Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no Estadão. Não há absolutamente nada de errado”, escreveu.
A jornalista Eliane Cantanhêde levantou dúvidas sobre a condução das investigações do chamado Caso Master e questionou por que o senador Flávio Bolsonaro não foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, ao contrário de outros políticos citados no inquérito.
Em sua coluna, Cantanhêde destacou que a operação atingiu nomes como Jaques Wagner e Ciro Nogueira, mas cobrou medidas semelhantes contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL? Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis”, escreveu.
Ela prossegue afirmando que o sigilo do processo impede respostas claras sobre a atuação da PF: “Como o processo corre sob sigilo (à la brasileira), não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom ‘por quê?’”
A manifestação provocou reação imediata de Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Em publicação no X, o senador criticou a jornalista e alegou que a aplicação de R$ 61 milhões de Vorcaro em “Dark Horse” foi uma operação legal.
“Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no Estadão. Não há absolutamente nada de errado”, escreveu.
“Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos do Estadão (com o que eu não concordo).”
O Caso Master segue sob sigilo, e justamente a falta de informações públicas sobre os critérios adotados para as medidas cautelares tem alimentado o debate político em torno da investigação.





