
Considerando o conjunto do crédito concedido no mês, médios e grandes produtores fora do Pronamp contrataram R$ 5,9 bilhões, equivalentes a 21% do total. No Pronamp, foram contabilizados R$ 3,5 bilhões, ou 12,4%.
A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho, primeiro mês da safra 2026/27. Foram realizadas 26.034 operações, com forte concentração nas Cédulas de Produto Rural (CPRs), responsáveis por cerca de dois terços do volume registrado no período. Os dados são do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro.
Entre os recursos destinados às despesas do ciclo produtivo, produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contrataram R$ 3,5 bilhões, correspondentes a 53,5% do total do custeio. Os demais produtores empresariais responderam por R$ 3 bilhões, ou 46,5%.
Considerando o conjunto do crédito concedido no mês, médios e grandes produtores fora do Pronamp contrataram R$ 5,9 bilhões, equivalentes a 21% do total. No Pronamp, foram contabilizados R$ 3,5 bilhões, ou 12,4%.
Os programas de investimento, destinados a finalidades como aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização das estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra.
O RenovAgro recebeu R$ 56 milhões, enquanto o Pronamp Investimento registrou R$ 31 milhões em contratações.
Os números evidenciam o peso das CPRs e do custeio na composição do crédito rural no começo da temporada. Somadas, essas duas modalidades movimentaram R$ 25,3 bilhões em julho.
Na distribuição regional, o Sul apresentou o maior volume de crédito rural em julho, com R$ 3,6 bilhões distribuídos por 6.887 contratos.
O Sudeste apareceu na segunda posição, com R$ 2,5 bilhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste contabilizou R$ 678 milhões em concessões, enquanto o Norte registrou R$ 400 milhões.
As diferenças regionais também apareceram no valor médio dos contratos. No Centro-Oeste, o tíquete médio atingiu R$ 1,25 milhão por operação. No Sul, ficou em R$ 529 mil.
Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento rural, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 3,9 bilhões, equivalentes a 69,8% do total proveniente dessas fontes.
Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal origem de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural em julho.
Para toda a safra 2026/27, estão programados R$ 97,6 bilhões em recursos equalizáveis, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026.
Esses recursos são utilizados em linhas com taxas de juros controladas pelo governo federal. A diferença entre a taxa oferecida ao produtor e as condições praticadas no mercado é coberta pelo Tesouro Nacional.
Nos programas de investimento financiados por essa modalidade, o RenovAgro respondeu por R$ 56,1 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 20,7 milhões, e pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com R$ 17,6 milhões.
Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil concentrou 86,8% das concessões realizadas em julho. O Sicredi respondeu por 12,8%.
A liderança do Banco do Brasil também ocorreu nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, nas quais a instituição respondeu por 68,9% das concessões.
Na sequência ficaram Cresol, com 11%; Sicredi, com 10%; e Credicoamo, com 8,9%.
O desempenho de julho marca o ponto de partida da safra 2026/27 e mostra que as CPRs assumiram papel predominante na composição das contratações da agricultura empresarial, ao responderem por R$ 18,8 bilhões dos R$ 28,2 bilhões movimentados no primeiro mês da temporada.





