
O analista político Dawisson Belém Lopes escreveu em sua conta no X que é inegável a relação dos escândalos do “Dark Horse” com “derretimento” da campanha de Flávio, embora alguns jornais da imprensa tradicional tentem disfarçar isso, mencionando a Folha de S.Paulo.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quinta-feira (28), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento também indica aumento da vantagem do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio à crise envolvendo o caso “Dark Horse” e a relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, contra 31,5% de Flávio. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 6 de maio, Lula tinha 40%, enquanto Flávio marcava 36%.


Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5,5%. Na sequência estão Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Outros candidatos somam 4,4%. Brancos e nulos chegam a 5,1%, enquanto indecisos e eleitores que não souberam responder representam 10,5%.
O analista político Dawisson Belém Lopes escreveu em sua conta no X que é inegável a relação dos escândalos do “Dark Horse” com “derretimento” da campanha de Flávio, embora alguns jornais da imprensa tradicional tentem disfarçar isso, mencionando a Folha de S.Paulo.
“Não consigo me lembrar de mudança de rumo tão significativa desde o derretimento da Marina, em 2014. Lembrando que, quando Jair Bolsonaro leva a facada, em 2018, ele já estava em ascensão nas pesquisas”, comentou Lopes.
Para ele, não faz nenhum sentido minimizar o impacto do escândalo com Vorcaro, ainda mais considerando “um contexto de dita superpolarização, com alegada cristalização das preferências eleitorais, ver um deslocamento de 7 pontos percentuais entre os principais candidatos, em apenas 2 semanas, é impressionante”.
No segundo turno, Lula também aparece à frente de Flávio Bolsonaro. O presidente tem 46,5%, enquanto o senador registra 41,4%. Na pesquisa anterior, os dois estavam numericamente empatados dentro da margem de erro: Lula tinha 45,3%, e Flávio, 44,7%.


O levantamento aponta que a queda de Flávio foi mais forte em grupos considerados estratégicos para uma disputa presidencial. Entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, o senador perdeu 18,9 pontos percentuais. Entre os que se identificam como de centro-direita, o recuo foi de 18 pontos. Já entre jovens de 16 a 24 anos, a queda chegou a 15,7 pontos.
A pesquisa também testou Lula contra outros possíveis adversários no segundo turno. O presidente marca 46% contra 40% de Michelle Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado. Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46% a 37%. Diante de Renan Santos, o placar é de 46% a 31%.
Nos demais cenários, Lula tem 46% contra 27% de Tereza Cristina (PP), 26% de Joaquim Barbosa (DC) e 25% de Aécio Neves (PSDB). As vantagens do petista variam de 6 a 21 pontos percentuais, conforme o adversário testado.
A avaliação do governo Lula também melhorou na comparação com a rodada anterior. O percentual de ótimo ou bom passou de 31,5% para 35,6%, enquanto a avaliação ruim ou péssima caiu de 46,3% para 40,7%. A aprovação do presidente subiu de 44% para 46,6%, e a desaprovação caiu de 53% para 51,4%.
A rejeição a Lula é de 46,7%, índice de eleitores que disseram não votar “de modo algum” no presidente. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 39,8%. A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais, entre 23 e 27 de maio, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e está registrada no TSE sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL.





