
Apesar da sinalização de trégua, ainda não há indicação de que Alcolumbre esteja disposto a aceitar Messias caso Lula volte a apresentar seu nome.
A relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode entrar em uma fase de distensão após os recentes atritos entre os dois. Alcolumbre tem indicado a aliados que pretende deixar as divergências para trás e mantém conversas com Lula desde a semana passada.
O movimento, no entanto, depende da abertura de uma cadeira no tribunal. Há rumores de que o ministro Bruno Dantas poderia antecipar sua aposentadoria para seguir para o setor privado. Caso a saída se confirme, Pacheco poderia ser indicado para a vaga.
A possibilidade de levar Pacheco ao TCU tem peso na relação entre Alcolumbre e Lula. O senador mineiro era o nome preferido do presidente do Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas acabou preterido pelo presidente da República, que optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias. Messias, porém, não teve os eu nome pelo Senado.
Apesar da sinalização de trégua, ainda não há indicação de que Alcolumbre esteja disposto a aceitar Messias caso Lula volte a apresentar seu nome. Segundo a reportagem, o presidente do Senado não chegou a assumir esse compromisso em suas conversas com aliados.
Outro ponto que surge no cenário de reaproximação é a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
Alcolumbre não se comprometeu a colocar a matéria em votação antes da eleição. O presidente do Senado, entretanto, tem sinalizado que poderá pautar o tema a partir de novembro.





