
Horas depois da primeira publicação, Flávio divulgou uma nova versão da carta e retirou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou ser o “presidente eleito” do Brasil em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), depois de deixar o país rumo aos Estados Unidos. Sem apresentar provas, ele contestou o resultado do segundo turno e acusou uma suposta fraude eleitoral.
Horas depois da primeira publicação, Flávio divulgou uma nova versão da carta e retirou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No texto alterado, passou a se definir como “líder do Brasil” e “líder”.
Flávio afirmou estar em território norte-americano, agradeceu a líderes como o presidente argentino Javier Milei e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e negou que sua saída represente uma fuga. Ele também atacou o Judiciário, alegou perseguição política contra sua família e falou em “regime de exceção”.

Na carta, Flávio alegou haver uma “impossibilidade matemática” na votação do último domingo e criticou decisões da Justiça Eleitoral, com foco na prorrogação de duas horas do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula abriu vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro no Brasil. Mesmo assim, o senador defendeu a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice Geraldo Alckmin e afirmou que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos.
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Lula e informou que a eleição transcorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou inconsistências que comprometessem a manifestação dos eleitores. O PL reconheceu o resultado e pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral.





