
Pré-candidato à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta capitalizar a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Pré-candidato à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta capitalizar a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (28) pelo blog da Andréia Sadi. Na tentativa de obter ganho político com a decisão dos EUA, o parlamentar da extrema direita integra uma ofensiva política que busca pressionar o governo Lula no debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado. O filho de Jair Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do petista, que lidera todas as intenções de voto.
Aliados do senador avaliam que a medida anunciada pelos EUA pode servir como trunfo para desgastar o Planalto em uma área sensível para a opinião pública. No governo brasileiro, a leitura aponta para outro caminho: a decisão já era esperada pela diplomacia e atende sobretudo à política antidrogas do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao público interno norte-americano.
A movimentação ocorre em meio ao escândalo envolvendo as relações do senador com Daniel Vorcaro, citado no material original. Mesmo nesse contexto, aliados de Flávio veem na decisão norte-americana uma oportunidade para reposicionar o debate público em torno do combate ao crime organizado.





