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Netanyahu entra na campanha e chama Flávio Bolsonaro de “campeão do Brasil”

Flávio iniciou sua pré-campanha internacional com uma viagem a Israel em janeiro, acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro. Durante a visita, foi recebido por Netanyahu, participou de uma conferência organizada pelo governo israelense e acusou Lula de antissemitismo.

Netanyahu entra na campanha e chama Flávio Bolsonaro de “campeão do Brasil”

O apoio é dado por um líder contra quem o Tribunal Penal Internacional mantém um mandado de prisão por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entrou oficialmente na campanha presidencial brasileira neste sábado (25). Em um vídeo exibido durante a convenção nacional do PL, em São Paulo, ele parabenizou Flávio Bolsonaro pelo lançamento da candidatura e chamou o senador de “grande campeão do Brasil”.

“Flávio, meu amigo. Quero parabenizá-lo pelo lançamento oficial de sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil, é um grande defensor da amizade entre os nossos povos, e sei que levará o Brasil a patamares cada vez mais altos. Parabéns”, declarou Netanyahu, em inglês.

Flávio iniciou sua pré-campanha internacional com uma viagem a Israel em janeiro, acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro. Durante a visita, foi recebido por Netanyahu, participou de uma conferência organizada pelo governo israelense e acusou Lula de antissemitismo.

Nos meses seguintes, o senador aprofundou as promessas de alinhamento. Flávio defendeu a transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, medida prometida e nunca cumprida pelo governo de Jair Bolsonaro, e anunciou que pretende retirar o país de iniciativas internacionais contrárias ao governo israelense. Também prometeu reconhecer imediatamente um novo embaixador de Israel em Brasília.

O apoio é dado por um líder contra quem o Tribunal Penal Internacional mantém um mandado de prisão por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Entre as acusações estão o uso da fome como método de guerra, perseguição e outros atos desumanos. Netanyahu e o governo israelense rejeitam as acusações e contestam a jurisdição do tribunal.