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Zanin será um dos julgadores de Moro por calúnia contra Gilmar Mendes

Segundo o processo, uma voz feminina comenta “Está subornando o velho”, ao que Moro responde: “Não, isso é fiança. Instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. Logo em seguida, o ex-juiz pega um copo que parecia conter vinho...

Zanin será um dos julgadores de Moro por calúnia contra Gilmar Mendes

Sergio Moro será julgado em outubro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que o acusa de caluniar o ministro Gilmar Mendes.

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) será julgado em outubro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que o acusa de caluniar o ministro Gilmar Mendes. O colegiado é formado por cinco ministros, entre eles Cristiano Zanin, ex-advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) nos processos da operação Lava Jato.

O caso começou em abril de 2023, quando um vídeo de Moro em uma festa junina circulou nas redes sociais. Nas imagens, ele aparece conversando com pessoas e afirma que era possível “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou a fala uma ofensa à honra do ministro.

Segundo o processo, uma voz feminina comenta “Está subornando o velho”, ao que Moro responde: “Não, isso é fiança. Instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. Logo em seguida, o ex-juiz pega um copo que parecia conter vinho quente ou suco de uva.

A denúncia foi aceita por unanimidade em junho deste ano. Para a PGR, o episódio tem como agravante o fato de ter sido dirigido a um funcionário público e na presença de várias pessoas. Além da acusação de calúnia, o órgão pede a perda do mandato de Moro se ele for condenado a pena superior a quatro anos.

O julgamento será realizado no plenário virtual, com início previsto para 3 de outubro e conclusão até 10 de outubro. Nesse formato, cada ministro deposita seu voto em sistema eletrônico, sem a realização de sessão presencial.

Na defesa, os advogados de Moro alegaram que se tratava apenas de uma brincadeira, sem intenção de ofender o ministro Gilmar Mendes. Argumentaram ainda que comentários jocosos não configuram crime e não podem resultar em punições criminais ou políticas.