
“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, afirmou.
O presidente do Senado declarou que todas as pessoas devem ser consideradas inocentes até uma eventual condenação definitiva. “Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, afirmou.
Alcolumbre também criticou o que classificou como condenações antecipadas no ambiente político. “Só temos um problema: está todo mundo culpado até que se prove o contrário. Isso é muito triste para a democracia e para a política nacional. Todo mundo é culpado e condenado antes de ser julgado”, completou.
A manifestação ocorreu apesar do distanciamento entre Alcolumbre e Jaques Wagner desde novembro do ano passado, após o presidente Lula indicar Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça (16), quando respondeu no plenário a suspeitas de ligação com o Banco Master e barrou tentativas de instalação de uma CPI sobre o caso, ele recebeu manifestações de apoio de senadores governistas e de oposição, entre eles Wagner.
Na ocasião, o senador petista citou reportagem da revista Veja baseada em uma delação inexistente. “Estamos entre o absurdo e o superabsurdo. O absurdo é de uma delação que ninguém sabe o que tem dentro dela, a não ser aqueles que inquiriram o senhor Daniel Vorcaro e, que levianamente, ilegalmente, vazam a matéria, como vazaram no tempo da Lava Jato”, disse.
Após a operação contra Jaques Wagner, Alcolumbre cancelou a sessão do Congresso prevista para analisar vetos, alegando falta de acordo entre líderes e quórum baixo.





