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Trump volta a criticar Lula: “Ele é volátil e eu não poderia me importar menos com ele”

Falando do que presenciou no G7, Trump contou que “viu o Brasil, o líder de lá, que conheço um pouco. Tivemos alguns contatos. Ele é uma pessoa muito volátil”.

Trump volta a criticar Lula: “Ele é volátil e eu não poderia me importar menos com ele”

Ao comentar sua relação com líderes mundiais, o republicano afirmou que considera Lula uma pessoa “muito volátil” e declarou que não dedica atenção ao presidente brasileiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao programa The Axios Show.

Ao comentar sua relação com líderes mundiais, o republicano afirmou que considera Lula uma pessoa “muito volátil” e declarou que não dedica atenção ao presidente brasileiro.

Falando do que presenciou no G7, Trump contou que “viu o Brasil, o líder de lá, que conheço um pouco. Tivemos alguns contatos. Ele é uma pessoa muito volátil”.

O entrevistador Marc Caputo atalhou: “Você não é um grande fã de Lula…”

“Para ser honesto, eu não penso nele [Lula]. Eu realmente não penso nele. Não poderia me importar menos”, respondeu Trump. Em seguida, classificou o presidente brasileiro como “um tipo diferente de pessoa”.

Apesar das críticas, o presidente americano reconheceu a capacidade política de Lula. “Você não chega a esse nível sem ser inteligente. Ele é muito inteligente”, declarou. A fustigada ocorre após Trump defender os Bolsonaros e agredir o Brasil em coletiva no G7, em Evian, na França.

Enquanto reservou comentários negativos ao presidente brasileiro, Trump adotou um tom bastante diferente ao falar de outros líderes internacionais. O republicano elogiou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmando que ele é respeitado globalmente e que conseguiu manter seu país distante de conflitos militares. “Modi é um grande líder”, disse.

Trump também fez elogios ao presidente da China, Xi Jinping, com quem afirmou manter uma relação próxima. Segundo ele, chegou a pedir pessoalmente ao líder chinês que Pequim não se envolvesse no conflito envolvendo o Irã. “Eu disse que realmente apreciaria se ele não se envolvesse. E ele foi ótimo. Não se envolveu”, afirmou.

As declarações reforçam um padrão frequente da atuação de Trump: alternar ataques a aliados e adversários, muitas vezes elogiando líderes autoritários ou rivais geopolíticos dos Estados Unidos enquanto direciona críticas a chefes de governo de países parceiros. Vive num comportamento errático, quando não está cochilando em reuniões públicas.

Desta vez, o alvo foi Lula, tratado com desdém pelo presidente americano mesmo após sucessivas manifestações públicas sobre o Brasil nas últimas semanas.

Na mesma entrevista, Trump afirmou que não enxerga limites para o próprio poder após a assinatura de um acordo com o Irã que recuou de várias das exigências apresentadas inicialmente por Washington.

A visão de Trump sobre poder aparece em um novo livro dos jornalistas Maggie Haberman e Jonathan Swan, chamado “Regime Change: Inside the Imperial Presidency of Donald Trump” (“Mudança de Regime: Por Dentro da Presidência Imperial de Donald Trump”).

Segundo os autores, o presidente costuma exibir um documento que sustenta a tese de que ele seria mais poderoso do que figuras históricas como Alexandre, o Grande, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler.