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Governo libera R$ 8 bilhões para companhias aéreas diante de alta do combustível

O setor aéreo tem enfrentado um cenário desafiador devido à valorização internacional do petróleo, que impacta diretamente o preço do querosene de aviação.

Governo libera R$ 8 bilhões para companhias aéreas diante de alta do combustível

O governo federal publicou nesta sexta-feira (19) uma medida provisória que libera R$ 8 bilhões para apoiar financeiramente as companhias aéreas que operam no Brasil.

O governo federal publicou nesta sexta-feira (19) uma medida provisória que libera R$ 8 bilhões para apoiar financeiramente as companhias aéreas que operam no Brasil. A iniciativa busca amenizar os efeitos do aumento dos custos do setor, especialmente após a forte elevação do preço do querosene de aviação (QAV), principal combustível utilizado pelas empresas aéreas.

Os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), que ficará responsável por viabilizar uma linha de crédito voltada ao capital de giro das companhias do setor.

A medida foi formalizada por meio da Medida Provisória nº 1.368, publicada no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o objetivo é oferecer suporte financeiro às empresas em um momento de forte pressão sobre os custos operacionais.

O setor aéreo tem enfrentado um cenário desafiador devido à valorização internacional do petróleo, que impacta diretamente o preço do querosene de aviação. O movimento ocorre em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às incertezas envolvendo a região do Estreito de Ormuz, considerada uma das mais importantes rotas globais para o transporte de petróleo.

Na justificativa da medida, o governo destaca que o preço do QAV registrou aumento superior a 70% em um curto período. A escalada dos custos, segundo o texto, tem pressionado o fluxo de caixa das empresas aéreas e ampliado o risco de redução da oferta de voos em diferentes regiões do país.

Com a nova linha de crédito, a expectativa é garantir a continuidade das operações das companhias, evitando cortes de rotas e possíveis cancelamentos de voos. A iniciativa também busca reduzir os impactos para passageiros e preservar a conectividade aérea nacional em um momento de instabilidade no mercado internacional de energia.