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Mulher desafia STF e faz vigília no condomínio de Bolsonaro

Segundo coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, a mulher chegou ao local nesta segunda-feira (22), por volta das 18h, enrolada em uma bandeira do Brasil e outra de Israel. Ela permaneceu diante do condomínio fazendo orações e, até 18h40, não havia...

Mulher desafia STF e faz vigília no condomínio de Bolsonaro

A apoiadora é conhecida como pastora Lili Carabina. Ela ganhou notoriedade entre bolsonaristas por realizar vigílias em frente a hospitais de Brasília onde Jair Bolsonaro costuma ser internado.

Uma apoiadora de Jair Bolsonaro (PL) foi até a frente do condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília, mesmo após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir vigílias, acampamentos e aglomerações num raio de 1 km da residência.

Segundo coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, a mulher chegou ao local nesta segunda-feira (22), por volta das 18h, enrolada em uma bandeira do Brasil e outra de Israel. Ela permaneceu diante do condomínio fazendo orações e, até 18h40, não havia sido retirada pela polícia.

A apoiadora é conhecida como pastora Lili Carabina. Ela ganhou notoriedade entre bolsonaristas por realizar vigílias em frente a hospitais de Brasília onde Jair Bolsonaro costuma ser internado.

A proibição foi determinada por Alexandre de Moraes em 24 de março, quando concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. Na decisão, o ministro vetou a formação de acampamentos, vigílias e aglomerações nas proximidades da casa de Jair Bolsonaro.

Moraes justificou a medida como forma de evitar tumultos, pressões contra o Supremo e tentativas de coação institucional, além de garantir o cumprimento das cautelares impostas ao ex-presidente.

O ato ocorre poucos dias antes do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro. Alexandre de Moraes deverá fazer uma nova análise sobre a manutenção, a revisão ou a revogação da medida.

O episódio reacende a tensão em torno das manifestações bolsonaristas nas proximidades da residência do ex-presidente. Apesar de ter sido apresentado como uma oração individual, o deslocamento ao condomínio ocorre em área alcançada pela restrição fixada pelo STF.