
Nos bastidores do PT, Teresa Leitão é descrita como uma liderança de perfil conciliador e com forte relação de confiança junto ao Palácio do Planalto
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) desponta como uma das principais opções para assumir a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal, diante da possibilidade de Jaques Wagner (PT-BA) deixar a função nos próximos dias. A informação foi publicada pela CNN Brasil.
Integrantes do PT avaliam que Teresa reúne características consideradas estratégicas para o cargo. Além de manter alinhamento político com Lula, a parlamentar possui boa interlocução com integrantes do governo e não estará envolvida na disputa eleitoral de outubro, já que seu mandato no Senado se estende por mais quatro anos.
Dirigentes petistas avaliam que a senadora apresenta uma vantagem em relação a outros nomes cogitados para a função por não enfrentar desgastes recentes na relação com o governo federal. A avaliação interna é que, ao contrário de Jaques Wagner, que passou por momentos de desgaste político nos últimos meses, Teresa mantém uma interlocução estável e sem ruídos com o Executivo.
Outro fator apontado como decisivo é sua disponibilidade para se dedicar integralmente à articulação política no Congresso Nacional. Como não disputará eleições neste ano, ela teria mais condições de concentrar esforços na construção de consensos e na condução da agenda legislativa de interesse do Planalto.
Até recentemente, o nome mais citado para a liderança era o do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação. No entanto, interlocutores do governo entendem que ele deverá dedicar atenção especial ao cenário político do Ceará, estado considerado estratégico para o projeto político de Lula.
Aliados do presidente também destacam o simbolismo de uma eventual escolha de Teresa Leitão. Caso seja confirmada na função, ela se tornará a primeira mulher a exercer a liderança do governo Lula no Senado, movimento que reforçaria o discurso de ampliação da participação feminina em espaços de poder e decisão política.





