
O presidente afirmou que já havia solicitado uma auditoria independente do sistema, mas que o pedido foi negado.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Israel de ter vulnerado o software utilizado no pré-conteio das eleições presidenciais colombianas, realizadas em meio a uma disputa extremamente acirrada que terminou com a vitória preliminar do candidato de extrema direita Abelardo de La Espriella, aliado dos Estados Unidos e de Israel, contra Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico e aliado político de Petro.
Segundo Petro, houve alterações em endereços IP de servidores da autoridade eleitoral, o que teria permitido a manipulação de dados de votação durante a divulgação dos resultados preliminares. O presidente afirmou que já havia solicitado uma auditoria independente do sistema, mas que o pedido foi negado.
O envolvimento de Israel na acusação feita por Petro ganha peso adicional diante das críticas constantes do presidente colombiano ao genocídio em Gaza. Desde o agravamento da ofensiva israelense contra o povo palestino, Petro tem sido uma das vozes mais duras da América Latina contra o governo de Israel, denunciando violações de direitos humanos e defendendo medidas internacionais contra Tel Aviv.
Apesar das denúncias, o presidente pediu calma à população e afirmou que respeitará a decisão final das autoridades eleitorais. A declaração buscou evitar uma escalada de instabilidade política enquanto prossegue a verificação oficial dos votos.
A acusação aumenta a pressão sobre o Conselho Nacional Eleitoral e demais autoridades responsáveis pela apuração, que agora terão de responder não apenas aos questionamentos sobre a contagem, mas também às suspeitas de interferência externa em uma eleição decisiva para o futuro político da Colômbia.





