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Venezuela decreta estado de emergência após dois terremotos de magnitude 7,5

Os tremores afetaram de forma significativa diferentes paróquias de Caracas e atingiram também os estados de Miranda, La Guaira, Carabobo, Falcón, Yaracuy, Aragua, Trujillo e Zulia. Equipes nacionais e de proteção civil foram deslocadas para as áreas declaradas em emergência,...

Venezuela decreta estado de emergência após dois terremotos de magnitude 7,5

Segundo o relatório oficial citado pela teleSUR, foram registradas falhas no serviço elétrico em Caracas e La Guaira. O fornecimento de água e as redes de telecomunicações, no entanto, mantêm continuidade de forma geral

A Venezuela decretou estado de emergência constitucional nesta quarta-feira (24), após dois terremotos consecutivos de magnitude 7,5 atingirem grande parte do território nacional por volta das 18h, provocando danos em várias regiões do país e levando o governo a mobilizar uma ampla operação de resgate e atendimento às vítimas.

As informações são da teleSUR, que informou que a presidenta encarregada Delcy Rodríguez ativou um Estado Maior de contingência, suspendeu as aulas pelo restante da semana e determinou a paralisação das atividades laborais não essenciais, com o objetivo de priorizar o salvamento de vidas, o atendimento aos feridos e a avaliação dos danos causados pelos abalos sísmicos.

Segundo o relatório oficial citado pela teleSUR, foram registradas falhas no serviço elétrico em Caracas e La Guaira. O fornecimento de água e as redes de telecomunicações, no entanto, mantêm continuidade de forma geral.

As autoridades venezuelanas informaram ainda que está em execução um plano de contingência elétrica e de salvamento nas zonas declaradas em emergência, com prioridade para as áreas mais afetadas pelos terremotos.

O Estado Maior de contingência foi integrado pelos vice-presidentes setoriais Diosdado Cabello, Juan José Ramírez, responsável por Serviços e Obras Públicas, Héctor Rodríguez, da Área Social, e Calixto Ortega, da área econômica.

A autoridade única designada para comandar a instância é o comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana, major-general Juan Ernesto Sulbarán Quintero. A estrutura foi criada para centralizar as decisões, coordenar os órgãos de segurança, proteção civil, saúde e infraestrutura e agilizar a resposta às regiões atingidas.

A rede pública e privada de saúde foi habilitada para receber os feridos e atender a emergência. O governo venezuelano solicitou que médicos, enfermeiros e demais profissionais sanitários se dirigissem imediatamente a seus postos de trabalho para reforçar o atendimento aos afetados.

Além disso, foi disponibilizada uma ferramenta digital de reporte direto conectada ao Estado Maior, por meio da qual os cidadãos podem informar desaparecimentos, danos em residências e outras situações de risco.

Delcy Rodríguez enviou condolências aos familiares das vítimas fatais e pediu calma, unidade e colaboração da população venezuelana. A orientação do governo é que os cidadãos facilitem as inspeções de risco em suas casas e sigam as recomendações das equipes de emergência.

As autoridades nacionais e de proteção civil continuam mobilizadas para identificar áreas vulneráveis, localizar desaparecidos e avaliar a extensão dos danos provocados pelos dois fortes terremotos.

A mobilização internacional ocorre em meio à gravidade dos danos e à necessidade de resposta rápida para evitar novas perdas humanas. O fechamento do principal aeroporto internacional do país e a suspensão de sistemas de transporte aumentam a complexidade das operações de ajuda e deslocamento interno.

Até o momento, as autoridades venezuelanas concentram esforços em três frentes principais: resgate de vítimas, atendimento hospitalar e avaliação de riscos estruturais em moradias, edifícios públicos e infraestrutura estratégica.

Com o estado de emergência constitucional em vigor, o governo busca acelerar a coordenação nacional e garantir que recursos humanos, técnicos e logísticos sejam direcionados às zonas mais atingidas. A prioridade declarada pelas autoridades é salvar vidas, proteger a população e restabelecer gradualmente os serviços essenciais nas regiões afetadas.