
No vídeo publicado mais cedo, Michelle Bolsonaro afirmou que Flávio teria minimizado sua influência política no PL e em sua campanha à Presidência. De acordo com a ex-primeira-dama, o senador teria sugerido que ela ficasse fora das decisões partidárias.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu desculpas publicamente a Michelle Bolsonaro e negou ter ofendido a ex-primeira-dama, após ela afirmar que foi desrespeitada e humilhada durante uma ligação telefônica sobre sua participação nas decisões do PL. As informações são da CNN Brasil.
A crise ganhou força na quarta-feira (24), depois que Michelle publicou um vídeo de quase 30 minutos nas redes sociais relatando o episódio. Segundo a CNN Brasil, Flávio respondeu horas depois, também pelas redes, dizendo que está “de coração aberto” para a esposa de Jair Bolsonaro.
Flávio também afirmou que a família passa por um momento difícil e disse compreender a angústia de Michelle diante da situação de Jair Bolsonaro. “Toda nossa família está passando por um momento muito difícil. E entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça.”
“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem”, disse Michelle.
A ex-primeira-dama afirmou ainda que interpretou a fala do enteado como uma tentativa de reduzir sua importância política dentro do partido. “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. Me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço.”
Na resposta, Flávio Bolsonaro disse que tentou telefonar para Michelle pela manhã para convidá-la pessoalmente a participar de uma reunião com lideranças femininas do PL, mas afirmou que não obteve retorno.
“Eu mesmo fiz questão de ligar para Michelle e convidá-la, pessoalmente. Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou. Para minha surpresa, na tarde de hoje ela publicou o vídeo”, escreveu o senador.
Mesmo diante da crise, Flávio afirmou que o convite segue válido. “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT.”
A movimentação provocou desgaste porque Ciro fez críticas duras a Jair Bolsonaro e a seus filhos durante a campanha presidencial de 2022. Mesmo após a aliança com o PL, o ex-ministro voltou a criticar Bolsonaro na semana passada, quando disse, em entrevista, que ele e o presidente Lula “são iguais”.
Na mesma ocasião, Ciro também afirmou que apoiar uma candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência seria “inviável”. A declaração levou Michelle a reagir nas redes sociais, ampliando a exposição pública das divergências internas.
“Nunca foi ‘para tirar o PT’, e sim por projetos de poder. Já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publicá-lo em breve”, escreveu Michelle ao repostar um trecho da entrevista de Ciro à Veja.





