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PF deve abrir 3 inquéritos contra os Bolsonaros por “Dark Horse”

Segundo as informações em análise, os recursos chegaram a um fundo responsável pelo financiamento de “Dark Horse” nos Estados Unidos por intermédio da empresa Entre Investimentos e Participações, que já era alvo de suspeitas por possível integração ao chamado ecossistema...

PF deve abrir 3 inquéritos contra os Bolsonaros por “Dark Horse”

Entre os objetivos da investigação está verificar se houve contrapartida ao repasse dos valores em benefício do senador ou de integrantes de seu grupo político. Flávio nega qualquer irregularidade. O senador, que é pré-candidato à Presidência da República, afirma que apenas solicitou financiamento privado para viabilizar o filme sobre seu pai.

A Polícia Federal (PF) deve instaurar, nos próximos dias, três inquéritos para apurar suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Uma das investigações será voltada aos repasses de R$ 61 milhões que teriam sido feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do líder de extrema-direita.

Outra frente buscará esclarecer se parte desses recursos foi utilizada para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. A terceira apuração tratará da destinação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora responsável pelo longa-metragem.

O montante de R$ 61 milhões foi divulgado em maio após a divulgação de mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro. Agora, os investigadores pretendem confirmar o valor e rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro.

Entre os objetivos da investigação está verificar se houve contrapartida ao repasse dos valores em benefício do senador ou de integrantes de seu grupo político. Flávio nega qualquer irregularidade. O senador, que é pré-candidato à Presidência da República, afirma que apenas solicitou financiamento privado para viabilizar o filme sobre seu pai.

Flávio Bolsonaro

A apuração envolvendo a eventual utilização dos recursos para custear o ex-deputado é considerada a mais complexa, pois dependerá de cooperação com autoridades dos Estados Unidos para obtenção de informações, incluindo eventual quebra de sigilo de pessoas investigadas naquele país.

A terceira frente de investigação ficará sob a relatoria do ministro Flávio Dino. Desde 15 de maio, ele conduz uma apuração preliminar sobre emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à empresária Karina da Gama, responsável pela produtora Go Up, que desenvolve o filme “Dark Horse”.

O deputado Mario Frias (PL-SP), que participa diretamente da cinebiografia, também firmou contratos com empresas da empresária utilizando recursos da Câmara dos Deputados. Karina também é responsável pela Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade que recebeu R$ 2,6 milhões em emendas PIX indicadas por parlamentares do PL.

Todos os parlamentares citados negam irregularidades. Paralelamente à investigação criminal conduzida pela Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza auditoria para verificar a destinação dos recursos públicos encaminhados às entidades vinculadas à produtora.