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Foto de Flávio Bolsonaro com “Sicário” teria sido feito em hotel de luxo no Rio

Em imagens divulgadas nas redes, foi notada a similaridade de elementos como luminárias, vigas, distância de estruturas e até mesmo o risco horizontal em uma viga de madeira no telhado. O jornalista do Metrópoles, Sam Pancher, publicou um vídeo no...

Foto de Flávio Bolsonaro com “Sicário” teria sido feito em hotel de luxo no Rio

O cenário da foto, é também um dos hotéis de luxo mais caros e badalados do Rio de Janeiro. Em promoções divulgadas em 2022, ano em que a fotografia teria sido tirada diárias para duas pessoas eram ofertadas a partir de R$ 1.846 e R$ 2.107, valores mínimos sujeitos à disponibilidade do hotel.

Imagens do terraço do Hotel Fasano Rio de Janeiro reforçam a hipótese de que a foto de Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, tenha sido feita no rooftop do estabelecimento, em Ipanema.

Em imagens divulgadas nas redes, foi notada a similaridade de elementos como luminárias, vigas, distância de estruturas e até mesmo o risco horizontal em uma viga de madeira no telhado. O jornalista do Metrópoles, Sam Pancher, publicou um vídeo no X comparando alguns pontos do espaço do Fasano, com elementos presentes na foto de Flávio Bolsonaro com Mourão.

O cenário da foto, é também um dos hotéis de luxo mais caros e badalados do Rio de Janeiro. Em promoções divulgadas em 2022, ano em que a fotografia teria sido tirada diárias para duas pessoas eram ofertadas a partir de R$ 1.846 e R$ 2.107, valores mínimos sujeitos à disponibilidade do hotel. O próprio Fasano informa que o bar da piscina, localizado no oitavo andar, é normalmente exclusivo para hóspedes, embora o rooftop também receba festas e eventos sociais ou corporativos.

Em apuração feita pelo DCM, o gabinete de Flávio, em 2022, declarou R$ 89.063,41 em passagens nacionais, mas somente R$ 1.659,26 na rubrica que reúne locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. Não há lançamento em nome do Fasano. Os registros detalhados de dezembro mostram gastos no Windsor Barra Hotel, localizado na Barra da Tijuca (RJ). O portal também aponta valor zero em viagens oficiais e diárias naquele ano. Isso mantém abertas as hipóteses de pagamento com recursos próprios, acesso como convidado ou custeio por organizadores ou terceiros.

Entre os imóveis de maior valor conhecidos estão a mansão no Lago Sul, em Brasília, comprada por R$ 5,97 milhões; o apartamento na Barra da Tijuca avaliado em R$ 2,5 milhões; e uma cobertura em Laranjeiras adquirida por R$ 1,7 milhão e posteriormente negociada por R$ 2,4 milhões.

Outra mansão de luxo colocou Flávio Bolsonaro no centro de um embate público com Richarlison, atacante pelo Tottenham e pela Seleção. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 10 milhões e localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, foi comprado por uma empresa ligada ao jogador e depois disputado judicialmente por uma empresa do advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Flávio não era proprietário nem parte na ação, mas visitou o local, foi arrolado como testemunha e teve seu perfil marcado por Richarlison quando o atacante afirmou que havia investido milhões na propriedade e perdido a posse da mesma.

Flávio Bolsonaro
Mansão atribuída a Richarlison, avaliada em R$ 10 milhões. Foto: Reprodução

Além disso, as múltiplas justificativas dadas por Flávio Bolsonaro sobre a foto com o “Sicário” só tornaram a situação ainda mais questionável.

Primeiro, afirmou que recebe muitos pedidos de fotos, e que aquela seria uma foto com um apoiador que o senador desconheceria. Depois, sua assessoria declarou que ele nunca havia encontrado Mourão. Mais tarde, o senador sustentou que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial por causa do tamanho do dedo mindinho. Uma análise divulgada pela plataforma SignaIP, porém, não identificou indícios de geração por IA.

A possível identificação de um espaço caro e de acesso controlado torna insuficiente a explicação de uma imagem aleatória com um desconhecido, ou que possa ter sido gerada ou editada com ferramentas externas.

Segundo a Polícia Federal, Mourão integrava o grupo de intimidação ligado a Vorcaro. Permanecem sem resposta as questões centrais: os dois estavam hospedados, participavam de um evento ou haviam sido convidados por alguém? E, caso tenha existido hospedagem ou consumo, quem pagou a conta dos dois?