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Ataque iraniano na Jordânia mata dois militares dos EUA

A morte de soldados americanos também amplia a pressão política sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma eventual resposta militar mais contundente pode provocar uma escalada ainda maior do conflito regional, enquanto uma reação considerada insuficiente pode gerar...

Ataque iraniano na Jordânia mata dois militares dos EUA

. O Pentágono informou que os nomes dos militares mortos ainda não foram divulgados porque as famílias precisavam ser oficialmente notificadas.

Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou neste sábado (18) a morte de dois militares americanos e o desaparecimento de um terceiro após um ataque do Irã com mísseis balísticos e drones contra forças dos EUA estacionadas na Jordânia. A ofensiva ocorreu na sexta-feira (17) e representa um novo agravamento do conflito entre Washington e Teerã, ao registrar as primeiras mortes de soldados americanos em ataques diretos iranianos desde os primeiros dias da guerra. As informações são da Reuters.

Segundo o Centcom, outros quatro militares americanos ficaram feridos durante o ataque e foram encaminhados a hospitais jordanianos, recebendo alta posteriormente. Também houve registros de ferimentos leves entre integrantes das forças dos Estados Unidos, que retornaram às atividades. O Pentágono informou que os nomes dos militares mortos ainda não foram divulgados porque as famílias precisavam ser oficialmente notificadas.

Com as novas baixas, o número total de militares americanos mortos no conflito chegou a 16, enquanto mais de 430 ficaram feridos, de acordo com dados citados pela Associated Press. O episódio representa uma mudança significativa no cenário da guerra, que até então envolvia principalmente ataques contra instalações militares, radares, pistas de pouso, navios e infraestrutura estratégica.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o sacrifício dos militares reforça a determinação das forças americanas. Embora não tenha anunciado medidas concretas, a declaração indica que Washington poderá intensificar a campanha militar contra o Irã, que já contabiliza sete noites consecutivas de bombardeios contra alvos iranianos.

Do lado iraniano, o governo anunciou que deixou de cumprir os compromissos previstos no acordo provisório firmado cerca de um mês antes entre os dois países. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou à televisão estatal que os Estados Unidos violaram os termos do memorando e que, por esse motivo, Teerã não continuará implementando o entendimento.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, também criticou Washington e afirmou que os Estados Unidos descumpriram repetidamente o acordo. Segundo ele, a assinatura de Donald Trump “não teria credibilidade”. A declaração representa o posicionamento oficial do governo iraniano e não constitui comprovação independente sobre qual dos lados descumpriu primeiro os termos do memorando.

Além da Jordânia, a ofensiva iraniana atingiu Kuwait e Bahrein. Autoridades kuwaitianas informaram danos em uma instalação petrolífera e em uma usina de dessalinização, enquanto os sistemas de defesa jordanianos interceptaram parte dos mísseis lançados. Algumas alegações feitas pela Guarda Revolucionária do Irã sobre a destruição de aeronaves e instalações militares americanas ainda não foram verificadas de forma independente.

A tensão já produziu reflexos no mercado internacional. Na sexta-feira (17), os preços do petróleo registraram alta superior a 4%, alcançando o maior nível em mais de um mês, em meio ao temor de interrupções nas exportações de petróleo e ao aumento dos custos do transporte marítimo.