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Planalto projeta relação pragmática com Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella

Apesar dos gestos de cordialidade já trocados, o Brasil não estará representado nas duas cerimônias a nível presidencial, e não há, até o momento, pedido de conversas telefônicas entre o presidente Lula e os futuros mandatários peruano e colombiano.

Planalto projeta relação pragmática com Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella

. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a expectativa é a de construir uma relação boa com o Peru sob Fujimori e com a Colômbia sob Espriella, de forma pragmática.

Com as posses de Keiko Fujimori no Peru, marcada para 28 de julho, e de Abelardo de la Espriella na Colômbia, prevista para 7 de agosto, o governo brasileiro deve manter uma relação de proximidade com os dois países vizinhos, apesar da orientação ideológica de ambos os presidentes eleitos. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a expectativa é a de construir uma relação boa com o Peru sob Fujimori e com a Colômbia sob Espriella, de forma pragmática.

Apesar dos gestos de cordialidade já trocados, o Brasil não estará representado nas duas cerimônias a nível presidencial, e não há, até o momento, pedido de conversas telefônicas entre o presidente Lula e os futuros mandatários peruano e colombiano.

Um clima de tensão já cerca a posse de Espriella. O presidente eleito quer tomar posse em uma guarnição militar, mas o atual presidente, Gustavo Petro, proibiu a cerimônia nesses moldes. Petro chegou a afirmar publicamente que não reconhece a legitimidade do governo que está prestes a assumir, alegando uma suposta fraude eleitoral.

A principal exceção ao movimento de pragmatismo na região é o presidente argentino Javier Milei. À medida que a disputa eleitoral brasileira se aproxima, aumenta a atenção sobre a postura de Flávio Bolsonaro em relação ao resultado das urnas. Ainda há dúvidas sobre se o senador reconhecerá uma eventual reeleição do presidente Lula — assim como sobre a posição de Milei e, notadamente, dos Estados Unidos, seus principais aliados na corrida presidencial.

Por outro lado, outros países vizinhos governados pela direita, como Paraguai e Bolívia, não devem se envolver nesse debate interno brasileiro, na avaliação do Planalto.