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STF inicia ação penal contra Malafaia por injúria ao Alto Comando do Exército

Em abril, a Primeira Turma do STF recebeu parcialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Malafaia. A acusação teve como base declarações feitas pelo pastor durante um ato realizado na Avenida Paulista, em abril do ano passado.

STF inicia ação penal contra Malafaia por injúria ao Alto Comando do Exército

“As manifestações questionadas ocorreram no exercício da liberdade de expressão e do direito à crítica, dentro de um contexto político e de evidente interesse público”, diz.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou nesta terça-feira (18) a abertura de uma ação penal contra o pastor Silas Malafaia, que responderá pelo crime de injúria contra integrantes do Alto Comando do Exército. A medida ocorre após o recebimento da denúncia pela Corte e dá início à tramitação do processo. As informações são da CNN Brasil.

Entre as etapas previstas estão os depoimentos dos investigados e das testemunhas de acusação e de defesa. Ao fim, os ministros deverão decidir pela condenação ou absolvição dos réus.

Em abril, a Primeira Turma do STF recebeu parcialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Malafaia. A acusação teve como base declarações feitas pelo pastor durante um ato realizado na Avenida Paulista, em abril do ano passado.

Na ocasião, Malafaia questionou a atuação dos militares e afirmou que generais de quatro estrelas seriam uma “cambada de frouxos” e “covardes”, além de classificá-los como “omissos”.

Zanin considerou que as declarações dirigidas ao Alto Comando do Exército foram reprováveis e injuriosas, mas avaliou que não configuravam o crime de calúnia. Segundo o ministro, a PGR não apresentou os elementos necessários para caracterizar esse delito, que pressupõe a atribuição falsa de um fato definido como crime a uma pessoa determinada.

Na avaliação de Zanin, as declarações tiveram caráter genérico tanto em relação aos integrantes do Alto Comando do Exército quanto à descrição de um fato específico que pudesse ser considerado criminoso. Por outro lado, ele entendeu que estavam presentes os requisitos para que a acusação por injúria prosseguisse.

A ministra Cármen Lúcia acompanhou integralmente a divergência apresentada por Zanin. Com isso, houve unanimidade entre os ministros para tornar Malafaia réu por injúria, enquanto a acusação de calúnia terminou empatada.

Conforme o Regimento Interno do STF, em caso de empate, deve prevalecer a decisão mais favorável ao denunciado. Por esse motivo, a acusação de calúnia foi desconsiderada, e Malafaia responderá apenas por injúria.

A defesa do pastor, representada pelo advogado Jorge Vacite Neto, afirmou receber com serenidade a abertura da ação penal e disse confiar que, ao término do processo, será demonstrada a inexistência de conduta criminosa. “As manifestações questionadas ocorreram no exercício da liberdade de expressão e do direito à crítica, dentro de um contexto político e de evidente interesse público”, diz.

“O recebimento da denúncia não representa condenação. A defesa demonstrará, no curso do processo, que crítica, ainda que contundente, não pode ser confundida com crime”, afirma Vacite Neto.