
O deputado também se referiu a Lula como “descondenado” e “parceiro do crime”.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (18), tornar réu o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por declarações em que desejou a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a decisão, o parlamentar passa a responder a uma ação penal e poderá ser condenado por injúria qualificada, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A declaração que motivou a denúncia foi feita durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública. Na ocasião, Gilvan afirmou que queria que Lula morresse e fosse para o “quinto dos infernos”.
“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar o cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos. Nem o diabo quer o Lula, por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que ele tenha uma taquicardia, porque nem o diabo quer a desgraça desse presidente que está afundando o país. Quero mais que ele morra mesmo”, afirmou Gilvan.
Em sua defesa, Gilvan argumentou que estava protegido pela imunidade parlamentar. O deputado também sustentou que apenas havia respondido a uma provocação de integrantes da base do governo.
A tese não foi acolhida pela relatora. Cármen Lúcia rejeitou o argumento apresentado pelo parlamentar e foi acompanhada pelos demais ministros da Primeira Turma que participaram da votação.





