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“André Mendonça será o novo Sergio Moro?” jornalista compara atuação do ministro André Mendonça à de Sergio Moro

Na coluna intitulada “André Mendonça será o novo Sergio Moro?”, publicada no Globo deste domingo (23), ele questiona a diferença de ritmo entre as investigações sobre o Banco Master e Lulinha e afirma que vazamentos relacionados aos inquéritos já influenciam a...

“André Mendonça será o novo Sergio Moro?” jornalista compara atuação do ministro André Mendonça à de Sergio Moro

O jornalista Bernardo Mello Franco compara a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), à de Sergio Moro durante a eleição de 2018.

O jornalista Bernardo Mello Franco compara a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), à de Sergio Moro durante a eleição de 2018. Na coluna intitulada “André Mendonça será o novo Sergio Moro?”, publicada no Globo deste domingo (23), ele questiona a diferença de ritmo entre as investigações sobre o Banco Master e Lulinha e afirma que vazamentos relacionados aos inquéritos já influenciam a disputa presidencial. Leia trechos:

“Estão nas mãos de Mendonça o caso Master, que arranhou a imagem de Flávio Bolsonaro, e dois inquéritos do caso Lulinha, que ameaça os planos do presidente. As investigações parecem andar em ritmos diferentes. Uma não produz fatos novos desde maio, quando o site The Intercept Brasil revelou a intimidade do senador com Daniel Vorcaro. A outra ocupa o noticiário com vazamentos em série, pautando a eleição a seis semanas do primeiro turno.” (…)

“Mendonça não costuma dar entrevistas, mas seu gabinete fala pelos cotovelos. Na quinta-feira, soube-se que a Procuradoria-Geral da República pediu o envio do caso Lulinha à primeira instância. Argumentou que a investigação não cita autoridades com foro privilegiado, o que justificaria a permanência no Supremo. Assim que o pedido veio a público, Mendonça fez circular que vai recusá-lo. A informação foi atribuída a ‘interlocutores’ do ministro — método de divulgação judicial que fez escola na Lava-Jato.”

Reprodução da chamada do Globo para o artigo de Bernardo Mello Franco

“Em 2018, a caneta de Moro desequilibrou a eleição presidencial em favor de Bolsonaro. Depois de prender o candidato que liderava as pesquisas, o juiz interrompeu as férias para impedir o cumprimento de uma decisão que mandava soltá-lo. A seis dias do primeiro turno, divulgou uma delação de alto impacto contra o PT. O titular da 13ª Vara Federal de Curitiba desfrutava uma imagem de herói, depois demolida pela anulação de suas sentenças.” (…)