
Conhecido como Marcellão, ele disse que decidiu participar do projeto como investidor depois que Daniel Vorcaro deixou de fazer pagamentos.
O publicitário Marcello Lopes, ex-marqueteiro e amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o deputado federal Mario Frias pediu a ele R$ 1 milhão para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele confirmou ter transferido o valor para a Go Up Entertainment Ltda., responsável pelo longa.
Conhecido como Marcellão, ele disse que decidiu participar do projeto como investidor depois que Daniel Vorcaro deixou de fazer pagamentos. “Sou investidor do filme. Quando Daniel Vorcaro parou de pagar, foi o maior desespero. Aí abriram cota para investidores”, afirmou à coluna de Bela Megale no jornal O Globo.
Os pagamentos à Go Up ocorreram entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. O contrato apresentado por Lopes, porém, recebeu assinatura apenas em 4 de junho de 2026, depois que vieram a público informações sobre o financiamento do filme por Vorcaro.

A informação sobre o aporte de R$ 1 milhão consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas em endereços de Mario Frias e de Karina Gama, dona da Go Up Entertainment.
Lopes atribuiu a iniciativa do pedido de recursos a Frias e descreveu uma situação de urgência na produção. “Foi o Mario Frias quem pediu. Ele estava desesperado. Eu vi uma oportunidade”, afirmou.
O ex-coordenador de comunicação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro disse que o senador não apoiou o investimento. Segundo ele, Flávio Bolsonaro temia que o amigo acumulasse prejuízo com a operação.
“O Flávio não queria. Ficou meio receoso de eu ter algum prejuízo”, relatou Marcello Lopes. A posição contrasta com a atuação do senador em relação a Vorcaro, de quem Flávio Bolsonaro pediu dinheiro.





