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Lindbergh denuncia três crimes de Flávio Bolsonaro e demonstra apoio a Fachin

Em post na rede social X, o parlamentar do PT demonstrou apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após o magistrado dar um prazo de 24 horas para o ministro André Mendonça retirar todo o sigilo da investigação...

Lindbergh denuncia três crimes de Flávio Bolsonaro e demonstra apoio a Fachin

“Acabou a blindagem pro Flávio Bolsonaro e o Dark Horse”, afirmou Lindbergh.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou nesta sexta-feira (11) três possíveis crimes do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no escândalo do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

“Acabou a blindagem pro Flávio Bolsonaro e o Dark Horse”, afirmou Lindbergh. “Agora tudo vai aparecer e a sociedade vai saber quem é o candidato investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio se complica. Grande dia”, acrescentou.

Ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro tinha repassado cerca de R$ 61 milhões para ajudar na produção do filme. E relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também divergem de algumas declarações do senador Flávio Bolsonaro.

O parlamentar da extrema direita havia dito que Vorcaro interrompeu os pagamentos para o filme, em maio de 2025. Em 16 de setembro de 2025, o ex-banqueiro transferiu US$ 1.666.667 para o Havengate Development Fund (EUA), apontado como o fundo que centralizava o dinheiro destinado à produção do longa. A informação foi revelada pela revista Piauí.

Com o novo aporte, o volume de recursos vinculados a Vorcaro na produção teria subido de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões. Pelo câmbio da época, a soma superava R$ 65 milhões. A apuração ainda busca esclarecer a existência de outra transferência, estimada em cerca de US$ 1,6 milhão. Caso esse repasse seja comprovado, o total destinado ao filme poderá chegar a aproximadamente R$ 72 milhões.

Nesta sexta (11), Moraes também pediu a Fachin para o plenário do Supremo fazer o julgamento da conduta de Mendonça na próxima semana e derrubar o sigilo de todos os procedimentos relacionados às investigações que envolvem a conduta do ministro André Mendonça.

O clima esquentou no Supremo nos últimos dias. O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a determinação do ministro André Mendonça pelo afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. O magistrado disse que era necessário apurar relatórios da PF enviados a Moraes. Já o ministro Flávio Dino determinou a recondução dos dois dirigentes à PF.

Com a decisão de Fachin, nesta quarta (9), as determinações anunciadas pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça foram derrubadas.

No começo do mês, André Mendonça retirou o sigilo de alguns materiais produzidos pela PF sobre a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Entre os documentos havia registros de um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Master com o escritório Barci de Moraes, que pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

Em seguida, Moraes reagiu e enviou a Fachin alguns relatórios da PF que teriam indicado “fortes indícios” de irregularidades atribuídas a Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.

A disputa avançou no STF. Mendonça encaminhou a Fachin um pedido de afastamento de Alexandre de Moraes.

O ministro André Mendonça chegou ao STF após indicação de Jair Bolsonaro. Alexandre de Moraes teve atuação relevante nos últimos anos em investigações sobre ações golpistas que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro e de vários aliados.

O presidenciável da extrema direita afirmou que a investigação sobre Dark Horse seria uma tentativa de “interferência política” nas eleições.

Durante agenda em Roraima, nesta quinta (10), o senador disse que o filme “não tem um centavo de dinheiro público”. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do longa.

“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta-cabeça, aqui não vai ter nada”, afirmou.

Depois, em vídeo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro relacionou a operação ao presidente Lula e ao cenário eleitoral. “A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles. E eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, disse.

O candidato também afirmou que, caso seja eleito, não permitirá que Lula indique mais quatro ministros ao Supremo. “Não vão conseguir de jeito nenhum. A gente não vai deixar”, declarou.