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Ministro reage à crise sobre Nossa Senhora e dispara: “Censura nunca mais”

“Nós, católicos, respeitamos todas as religiões, suas tradições e suas crenças. E também queremos ser respeitados”, escreveu Guimarães. O ministro acrescentou que defender a fé, honrar Nossa Senhora Aparecida e expressar devoção à padroeira é um direito que deve ser...

Ministro reage à crise sobre Nossa Senhora e dispara: “Censura nunca mais”

Guimarães não cita nominalmente André Mendonça nem Flávio Bolsonaro na publicação.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, entrou neste sábado (26) na controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e as decisões da Justiça Eleitoral sobre publicações ligadas a Flávio Bolsonaro. Em postagem no X, o petista afirmou que proibir católicos de manifestar sua devoção seria “um triste capítulo de censura” e declarou: “Ninguém vai nos calar!”.

“Nós, católicos, respeitamos todas as religiões, suas tradições e suas crenças. E também queremos ser respeitados”, escreveu Guimarães. O ministro acrescentou que defender a fé, honrar Nossa Senhora Aparecida e expressar devoção à padroeira é um direito que deve ser preservado. A mensagem termina com “CENSURA NUNCA MAIS!” e uma oração à santa.

Guimarães não cita nominalmente André Mendonça nem Flávio Bolsonaro na publicação. A manifestação, porém, ocorre no momento em que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral ampliou a retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida após pedido da campanha do candidato do PL.

A decisão de Mendonça alcança conteúdos que apresentem como fato a afirmação de que Flávio Bolsonaro ou sua família propôs, apoiou ou pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O magistrado classificou essa narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou que plataformas removam publicações enquadradas nesse núcleo. O próprio despacho ressalva críticas e manifestações opinativas que não apresentem a acusação como fato.

A disputa agora ultrapassa a veracidade da alegação original sobre o título da padroeira e passou a envolver os limites das ordens de remoção durante a eleição. Guimarães transformou esse debate em uma defesa aberta da liberdade religiosa, enquanto o TSE ainda terá de referendar a decisão complementar de Mendonça.