
A emissora alegou que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. E daí?
A GloboNews pediu desculpas por uma informação do programa “Em Pauta” sobre uma mobilização de setores evangélicos ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A emissora alegou que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. E daí?
A jornalista Maria Cristina Fernandes não inventou a existência de uma antiga e sempre viva reivindicação contra o título de Nossa Senhora. É algo central para esses radicais desde que o bispo da Universal Sérgio Von Helder chutou a santa na Record.
O projeto existiu. Foi apresentado pelo então deputado federal e pastor Victório Galli e pretendia alterar a referência legal à santa, substituindo “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O autor do projeto, Victório Galli, se aproximou do bolsonarismo e foi nomeado assessor especial da Presidência da República no início do governo Jair Bolsonaro. Portanto, não há razão para fingir que a discussão sobre o lugar de Nossa Senhora Aparecida no imaginário e na legislação brasileira surgiu do nada nesta eleição.
A correção da emissora não transforma em ficção o projeto que existiu, nem apaga um pleito doutrinário de crentes bolsonaristas.
Isso é balela, uma humilhação para a jornalista e mais uma fraquejada da Globo diante de seu candidato preferido.





