O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo brasileiro continuará defendendo a soberania financeira, geológica e democrática do país diante da decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
“A gente vai seguir protegendo o Pix, como disse o presidente Gabriel Galípolo, o maior símbolo da nossa soberania financeira. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem viralatice e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida”, afirmou Durigan durante entrevista coletiva sobre o assunto. .
Na coletiva, o ministro reconheceu que alguns segmentos da economia poderão sentir os efeitos da medida adotada pelos Estados Unidos. Ainda assim, ressaltou que o impacto não deverá comprometer a economia brasileira como um todo.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho e resulta de uma investigação comercial conduzida durante um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o governo estadunidense, a investigação concluiu que diversas práticas brasileiras seriam “injustificáveis e discriminatórias”, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos Estados Unidos. Apesar da nova sobretaxa, os Estados Unidos divulgaram uma extensa lista de produtos isentos da medida, incluindo carne bovina e café.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à decisão afirmando que o tarifaço não possui justificativa econômica e foi motivado por razões políticas.
Esse mecanismo autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes quando outro país impõe barreiras comerciais consideradas injustificadas, permitindo responder com restrições proporcionais para proteger a economia nacional.
O governo brasileiro também afirma que as alegações apresentadas pelo USTR não se sustentam e que, ao longo do último ano, buscou reverter e evitar a adoção das novas tarifas.





